Metade dos pacientes do Hospital São Vicente é de outras cidades

Dos 85 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da covid-19 no Hospital São Vicente de Paulo (HSV), 45% são ocupados por pacientes que não residem em Jundiaí, mas buscam atendimento em um dos melhores hospitais do Estado e que mais cura doentes.

Neste momento, além de Jundiaí, estão entre as cidades de origem dos internados Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Cabreúva, Jarinu e Louveira.

Desde março, quando tiveram início as ações de enfrentamento ao Coronavírus na cidade, o São Vicente recebeu moradores de Franco da Rocha, Francisco Morato, Campinas, Itatiba e até mesmo de Guarulhos.

 

 

Técnicos do hospital e a Prefeitura de Jundiaí iniciaram o planejamento para atender aos casos da covid-19 ainda no mês de fevereiro, com a criação de leitos exclusivos.

Como parte do Plano de Contingência, quatro readequações foram colocadas em prática, passando de 16 leitos públicos de UTI para o atendimento exclusivo aos pacientes do Coronavírus para os atuais 85 leitos, além de outros 107 de Enfermaria também exclusivos para estes casos.

Investimentos do município

Além de mão de obra específica, com médicos intensivistas, enfermeiros e técnicos em enfermagem capacitados para o atendimento covid-19, cada leito de UTI necessitou de ventiladores pulmonares, monitores multiparâmetros e bombas de infusão. Este conjunto de cuidados são essências para salvas as vidas dos pacientes que enfrentam a versão mais severa da doença.

“A média de permanência de cada paciente que adoece em função da covid-19 é de 10 dias. No entanto, temos casos de UTI em que o paciente chegou a ficar 90 dias internado”, explica o superintendente do HSV, Matheus Gomes.

Importante ressaltar que, além dos pacientes com doenças relacionadas à covid-19, o HSV mantém-se como referência para casos de urgência e emergência, oncologia, traumatologia, cardiologia e neurologia.

“Estes casos são imprevisíveis o que exige nossa assistência constante, incluindo internações em UTI e cirurgias de emergências com média e alta complexidade”, conta Matheus.

Ao contrário de grande parte dos hospitais públicos do Brasil, até mesmo de cidades próximas a Jundiaí, conforme divulgado recentemente, o Hospital São Vicente chega a 120 dias de pandemia sem colapso de leitos e confirma que a sua rede de assistência foi bem preparada para atender os infectados pela doença.

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