CBF conseguiu liberação de jogo no TST

A CBF fez valer o regulamento assinado por todos os clubes e, apelando ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), conseguiu a liberação para Palmeiras x Flamengo neste domingo, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, pela 12.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo com os apelos de adiamento dos cariocas por causa da pandemia de covid-19 que infectou 16 atletas do elenco e muitos dirigentes e integrantes da comissão técnica, o jogo foi confirmado.

Depois de ter seu pedido no Tribunal Regional de Trabalho (TRT) negado, a CBF apelou ao órgão superior para garantir o confronto e, ao mesmo tempo, evitar uma possível paralisação do Brasileirão.

O despacho do TST alegou que decisão do TRT só poderia valer se o jogo fosse no Rio de Janeiro. Como estava marcado para São Paulo, garantiu a realização da partida, que começou com atraso às 16h22.

O Flamengo travou enorme batalha jurídica para não entrar em campo. Apresentou laudos médicos e apelou até ao Sindicato dos Atletas Profissionais. Peças importantes do elenco estão infectados com a covid-19, mas a doença não mexeu em outros jogos e presidentes de outros ameaçaram paralisar o campeonato e até cobraram punições caso o clube rubro-negro não cumprisse o regulamento que assinou.

“Os regulamentos são claros, com previsão de penas gravíssimas: os clubes não podem pleitear ou se beneficiar de decisões da “Justiça Comum” que digam respeito à organização das competições”, postou Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG. “O grande problema do futebol é quando um clube só pensa nele e em mais nada. Suspender um jogo é suspender o protocolo que todos toparam. Melhor paralisar o campeonato inteiro então”, endossou o corintiano Andrés Sanchez.

O presidente do Goiás, Marcelo Almeida, que sofreu bastante com os casos de covid-19 nas primeiras rodadas, disse que “o Flamengo está pensando muito nele mesmo” e sugeriu uma “reviravolta” no campeonato em caso de adiamento.

Os cariocas, mesmo revoltados com a falta de bom senso, aceitaram ir para a partida. Mas com atraso após demorar para deixar a concentração. Só chegaram ao estádio às 15h30, apenas 30 minutos antes do horário marcado para o início do jogo, o que causou o atraso para que os jogadores pudessem realizar o aquecimento.

Irredutível desde o início do imbróglio, o Palmeiras cumpriu todos os protocolos e meia hora antes fez aquecimento normal no gramado.

Do Estadão Conteúdo