quinta-feira, 4, junho, 2026, 13:27
JUNDIAÍ

Alunos de Jundiaí estudam sobre a Guerra

É impossível que as crianças não se apercebam do conflito existente entre a Rússia e a Ucrânia. É o tema dominante em todos os canais de televisão e, embora a noção de guerra pareça distante para os brasileiros, essa é uma realidade que, nesta última semana, se mostrou bem mais próxima, com a notícia da invasão da Ucrânia pela Rússia, na última quinta-feira (24).

Por isso, alunos do 9º ano da Escola Cristã Jundiaí participam de uma roda de debates sobre a guerra atual em inglês, amanhã (4), a partir das 7h30, com a presença do tradutor búlgaro Nikolai, que hoje mora em Luxemburgo. Ele trabalha como tradutor da Comunidade Europeia e tem histórias pessoais da ocupação soviética do seu país após a Segunda Guerra Mundial. Nikolai é estudioso do assunto e conhece detalhes do conflito atual, pois seu país é vizinho da Ucrânia.

O bate-papo sobre a guerra surgiu mesmo na sala de aula, segundo a professora de História Juliana Pereira, da Escola Cristã Jundiaí. conta que a turma já estava estudando sobre conflitos históricos e políticos como o desmembramento da antiga União Soviética, ocorrida em 1991 e, de repente, estourou a guerra. “Já trouxemos para a sala o fato de que, na verdade, o ataque russo contra a Ucrânia não começou agora, é uma questão antiga não-resolvida que chegou a um ponto crítico”, explica.

O objetivo da roda de debates programada para a próxima sexta-feira, é iniciar uma conversa simples e aproveitar a oportunidade para corrigir qualquer mal-entendido que possa haver no entendimento dos alunos. “Sobretudo, entendemos que isso pode incentivar ou potencializar a formação do pensamento crítico sobre a realidade social e estimular a turma a desenvolver uma boa argumentação, a se expressar com coerência e a reconhecer mídias e fontes confiáveis. Nosso esforço é para que os alunos aprendam a lidar com a divergência de ideias e que despertem o interesse sobre os principais acontecimentos da atualidade”, explica Juliana.

Ela conta que, inclusive, os alunos mais velhos estão acompanhando notícias pela internet e pelos noticiários e se mostram indignados contra a guerra, tomando partido da situação. “Perante qualquer tipo de conflito ou desacordo, podemos escolher usar estratégias de resolução não violentas e o diálogo, na escuta do outro e na procura de soluções que beneficiem, de alguma forma, todas as partes”, finaliza.