Sindiplástico busca reajustes salariais
Após receber a proposta patronal, que caiu como uma ofensa aos trabalhadores do setor plástico, o Sindicato dos Plásticos de Jundiaí (Sindiplástico) iniciou uma série de visitas às empresas com o objetivo de promover a negociação direta e defender um reajuste digno para a categoria. Na proposta patronal, o reajuste aplicado na data-base não passaria de 1,85%, o que, segundo o presidente do Sindiplástico, João Henrique dos Santos, é um assinte.
“Na semana passada nós tivemos a proposta da data-base e os empresários tiveram a cara de pau de nos oferecer 1,85%. Logicamente que o Sindicato não aceitou e por isso abrimos negociação direta com as empresas”. A boa notícia, segundo o presidente, é que, felizmente, a maioria das empresas está entendendo que o Sindicato e os trabalhadores têm razão e, melhor que isso, estão valorizando os trabalhadores e aderindo a essa negociação direta.
“Até o momento, negociamos com a Cristal Master do Brasil, que deu 8% de aumento, valorizando bastante seus trabalhadores. A Nova Sipack deu 4% ; a MGI, empresa francesa multinacional 4%; a Plas Brink 4%; a Petrofertil 4%; a Eletrizol 4%; a Motech Filmes 3,85%; a Suma Polimeros 3%; e a Plascar, grande empresa do nosso setor deu 3%, mas compensou com um abono de R$ 300,00”, explicou o presidente do Sindiplástico.
Neste momento, na Albea do Brasil, os trabalhadores também não aceitaram o índice apresentado e entraram em greve. “Nós vamos percorrer empresa por empresa e tentar modificar essa situação, porque o aumento apresentado representa apenas R$ 20 reais no salário. Felizmente, as empresas estão vendo de forma positiva a intervenção do Sindicato no sentido de fortalecer a classe trabalhadora e, desta forma, nosso papel tem sido fundamental neste processo”, finaliza João Henrique.


