quinta-feira, 4, junho, 2026, 09:31
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Depois dos desmanches, Polícia mira lojas de autopeças

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) desencadeou na terça-feira (28) a ‘Operação Box’, visando desmanches de carros irregulares. O trabalho contou com apoio da Secretaria da Fazenda e do Detran. Na região de Jundiaí, a maior apreensão ocorreu em Itatiba, com mais de 100 veículos. Um dos comerciantes, do Jardim Galeto, disse que nunca foi atrás das documentações para regularizar o funcionamento do desmanche. No local foram apreendidos cerca de 70 veículos, 40 câmbios, 56 motores, 130 portas e os vidros onde constavam numerações dos veículos foram destruídos.

O delegado José Mário de Lara, de Itatiba, questionou o mecânico do desmanche sobre o motivo da destruição dos vidros e ele respondeu que ao retirar a lataria, os vidros quebravam. Disse que não sabia da obrigatoriedade de dar baixa nos veículos que desmanchava junto ao Detran, inclusive com fornecimento de etiqueta de numeração de origem de cada peça.

Explicou que aceitava os veículos apresentados por terceiros para desmanche e negociava as peças conforme o cliente.

O delegado determinou que o estabelecimento fosse lacrado, até que seja feita remoção dos materiais para investigação de origem.

O mesmo trabalho foi realizado em Jundiaí e Itupeva.

Na área do Deinter 2, de acordo com o delegado José Carlos Fernandes, foram presas 14 pessoas, com 114 estabelecimentos vistoriados. Cinco foram lacrados. Houve nove flagrantes e 201 pessoas passaram por triagem com verificação da documentação.

Foram mobilizadas na operação 76 viaturas da Polícia Militar, com 162 soldados; mais 77 viaturas do Deinter com 171 policiais civis atuando nas verificações. Também houve apoio da Secretaria da Fazenda e do Detran.

Depois dos desmanches, os policiais vão desencadear nova operação visando as lojas de autopeças, para verificação se possuem as etiquetas de origem do Detran e baixa no sistema do órgão estadual.

Todos que trabalham com desmanches e vendas de peças devem se enquadrar nas normas.

No caso do comerciante de Itatiba, ele também pode ser enquadrado em crime ambiental, caso a Cetesb faça fiscalização sobre o destino do óleo retirado dos veículos.