terça-feira, 2, junho, 2026, 23:18
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Equipe do AME de Jundiaí salva paciente que teria 24 horas de vida

Durante a realização de um exame de rotina, a equipe médica do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Jundiaí, administrado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), identificou uma dissecção aguda de aorta – uma espécie de descolamento das camadas da parede da aorta, o maior vaso sanguíneo do corpo humano.

“Essa é uma emergência médica rara e extremamente perigosa. Se não for detectada e tratada a tempo, a dissecção da aorta pode ser fatal, em pouquíssimo tempo. Alguns casos, em até 24 horas, outros em duas semanas. Isso porque quando a dissecção ocorre, existe a possibilidade de a aorta se romper, causando morte súbita”, explica a médica cardiologista, Dra Carolina Mattos.

O paciente no qual a dissecção foi identificada, o auxiliar de serviços gerais Edvaldo Rosa dos Santos, de 61 anos, foi realizar um ecocardiograma transtoráxico ambulatorial devido ao seu histórico de hipertensão arterial, tabagismo e diabetes.

Ao realizar o ecocardiograma, a médica observou um aneurisma na aorta com separação das camadas interna e externa. A dissecção acontece quando o revestimento interno da aorta se rompe, fazendo com que o sangue passe a fluir por entre essa camada e a externa e isso pode causar uma obstrução ou rompimento da aorta.

Imediatamente o paciente foi colocado em uma cadeira de rodas, para que não fizesse esforço e conduzido para a sala de emergências, e chamada a ambulância do SAMU para o transporte do paciente até o hospital de referência. Ele foi operado em caráter de emergência, com reconstrução de toda a aorta toráxica. O diagnóstico precoce foi fundamental para salvar a vida do paciente.

“É uma doença rara, mas esta condição pode ser mais comum em homens a partir dos 60 anos, principalmente se existir hipertensão arterial desregulada, aterosclerose ou outro problema cardíaco associado”, alerta a médica. O diagnóstico se inicia com o exame clínico, fazendo diagnóstico diferencial de dor torácica e pode-se usar os métodos diagnósticos de imagem, como o ecocardiograma, explica Dra Mattos.

Sobre o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL)

Fundado em 2008, o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL) nasceu com o propósito de fortalecer a atuação social voluntária da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês na saúde pública do Brasil, tendo como missão levar a excelência administrativa e operacional, já reconhecida no setor privado, às esferas municipais e estaduais do País.

Atualmente, o Instituto é responsável pela gestão de 10 equipamentos de saúde: Hospital Municipal Infantil Menino Jesus (HMIMJ), Hospital Geral do Grajaú (HGG), Hospital Regional de Registro (HRR), AME Interlagos, Hospital Regional de Jundiaí (HRJ), AME Jundiaí, AMAs Santa Cecília, Núcleo de Saúde da Fundação Lia Maria Aguiar, Ambulatório de Gratuidade e Serviço de Reabilitação Lucy Montoro de Mogi Mirim.