sábado, 25, julho, 2026, 09:08
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Comerciantes de Jundiaí são extorquidos e ameaçados de morte

A Polícia Civil de Jundiaí não para de receber queixas de comerciantes que são extorquidos e ameaçados por golpistas ou criminosos. Desde o início deste mês estão ocorrendo ligações para donos de lojas, tanto do Centro como dos bairros. Nesta sexta-feira (28) um comerciante revelou a policiais do 7º Distrito que, com medo, pagou R$ 10 mil esperando “sossego”, mas agora “querem mais”.

As primeiras vítimas foram comerciantes do Residencial Jundiaí. Um deles também chegou a pagar o que os bandidos pediam, temendo pela sua família e funcionários. Depois foram vários lojistas do Centro da cidade, que receberam ligações ameaçadoras.

Nesta sexta-feira um comerciante procurou o delegado Marco Antônio Ferreira Lopes e agente Xororó relatando que não sabe mais o que fazer.

Os criminosos ligaram para seu comércio e tinham todos os nomes de funcionários e familiares.

Diante das ameaças constantes acabou pagando R$ 10 mil em várias transferências por PIX. Mas agora não tem mais condições.

“Ordem do Gelsinho”

Outro comerciante relatou na Polícia Civil que passou a receber ligações de alguém que se identifica como “soldado do Gelsinho”, trabalhando para o Primeiro Comando da Capital (PCC) do Jardim São Camilo.

Ele diz para o comerciante que se não pagar o que precisam vão “fechar” o comércio. Que outros comerciantes de Jundiaí “já estão colaborando”.

O comerciante disse que bloqueou o número de telefone e procurou a Polícia Civil.

Quem é Gelsinho

Gelson Gomes, o “Gelsinho” virou “lenda” no Jardim São Camilo, por ter sido apontado como líder dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) contra as forças de segurança em 2006.

Ele foi acusado pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de atuar junto com Marcos Camacho, o “Marcola” – o número “1” do PCC.

Graças a uma operação da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA), sob o comando do então coronel Telhada, houve uma “varredura” no Jardim São Camilo, com apreensões de dezenas de quilos de drogas e armamentos.

Depois do sucesso da operação no bairro, a ROTA passou a fazer ações semelhantes em vários núcleos onde o crime organizado tinha se instalado no Estado de São Paulo.

Gelsinho era um comerciante do ramo de bebidas e supermercado no Jardim São Camilo e, a Polícia o prendeu acusado de tráfico de drogas e envolvimento com as organizações criminosas.

A Polícia Civil orienta os comerciantes da cidade a não pagarem nada. Devem procurar uma delegacia mais próxima de casa e prestar queixa.