quinta-feira, 4, junho, 2026, 14:37
JUNDIAÍ

Festival In-Edit Brasil chega pela primeira vez a Jundiaí

Até dia 10 de novembro, o In-Edit Brasil, festival internacional do documentário musical, exibe na tela do Teatro do Sesc Jundiaí, homenagens e histórias de grandes artistas e movimentos da música em duas sessões diárias: às 19h e às 20h30. A programação é gratuita, com retirada de ingressos 1h antes, na Loja Sesc.

O In-Edit Brasil é um festival de cinema realizado anualmente em São Paulo, dedicado a documentários musicais.

O In-Edit surgiu em Barcelona, em 2002. Com o tempo, versões locais do festival começaram a ser realizadas em cidades como Santiago do Chile, Buenos Aires e Puebla. Em 2009, foi realizada a primeira edição do In-Edit Brasil, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Confira a programação do Sesc Jundiaí:
Dia 7/11 (terça)

Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã (Brasil, 2020) – 19h

Tenille Bezerra, 70 min, Documentário, Cor

Integrante do trio vocal “Os Tincoãs”, o cantor e compositor Mateus Aleluia desenvolveu sua carreira musical entre Brasil e Angola nas décadas de 1960 a 1980. De volta ao Brasil por volta dos anos 2000 ele retoma o trabalho artístico em uma aclamada carreira solo. Acompanhando o processo de composição do seu segundo disco, o documentário “Aleluia, o canto infinito do Tincoã” se lança na construção de um imaginário em torno da obra e da vida do artista. Dialética de partidas e chegadas, o filme articula a obra musical de Mateus com sua memória afetiva, em uma trama delicada que conecta distintos lugares e temporalidades.

Dom Salvador & Abolition (Brasil/Estados Unidos, 2020) – 20h30 (foto)
Artur Ratton e Lilka Hara, 88 min, Documentário, Cor

O cultuado pianista brasileiro Dom Salvador vive há mais de quatro décadas nos Estados Unidos. À frente da banda Abolição, é considerado um dos arquitetos da black music brasileira nos anos de 1970. Ainda na ativa, se apresenta com regularidade no The River Café, no bairro nova-iorquino do Brooklyn.
Em sua vida privada, tem que lidar com as consequências da doença de sua mulher, Maria, que sofre de demência. Com depoimentos de Harry Belafonte, Ed Motta, Dick Oatts, familiares e ex-companheiros de banda, os diretores Artur Ratton e Lilka Hara nos trazem o retrato de um artista que, embora celebrado por seus pares, sempre se encontrou à margem do sucesso comercial.

Dia 8/11 (quarta)

Belchior – Apenas um Coração Selvagem (Brasil, 2022) – 19h
De Natália Dias e Camilo Cavalcanti, com Silvero Pereira, Documentário, 90 min

Belchior foi um dos artistas mais singulares e misteriosos do cenário brasileiro. Surgido nos anos 1970, duas características emergiam em sua obra: as letras ferinas e um latente sentimento de desajuste aos padrões da sociedade. Com diversas imagens de arquivo e depoimentos dados ao longo de sua carreira, temos o próprio Belchior falando sobre sua trajetória e refletindo sobre arte e aspectos mundanos, como o sucesso, a fama e seus percalços

Manguebit (Brasil, 2022) – 20h30
De Jura Capela, 101 min, Documentário, 101 min, Cor, Livre.

O mangue beat, movimento musical e estético que nasceu em Pernambuco nos anos 90, mudou a visibilidade das periferias e das manifestações culturais da região metropolitana de Recife e colocou o estado na rota do mercado musical mundial, após o lançamento de bandas como Chico Science e Nação Zumbi e Mundo Livre S.A.0

O mangue beat, movimento musical e estético que nasceu em Pernambuco nos anos 90, mudou a visibilidade das periferias e das manifestações culturais da região metropolitana de Recife e colocou o estado na rota do mercado musical mundial, após o lançamento de bandas como Chico Science e Nação Zumbi e Mundo Livre S.A.
O filme MANGUEBIT experimenta a liberdade do pensar do mangue por meio de uma linguagem multifacetada, que reúne ideias e ideais, refletindo a ousadia que deu vazão ao grande símbolo do movimento: uma antena parabólica enfiada na lama dos estuários.

Dia 9/11 (quinta)

Camine Street Guitars (Canadá, 2018) – 19h
Ron Mann, 80 min, Documentário, 80 min, Cor

Esta é uma linda homenagem a Rick Kelly, luthier que, com madeira de prédios demolidos em NY, fez guitarras para Lou Reed, Patti Smith, Bob Dylan e qualquer um que quisesse tocar “um pedaço da cidade”. O filme acompanha uma semana em sua loja/oficina em Greenwich Village, onde trabalha com sua mãe, que cuida das contas, e uma aprendiz espirituosa. Neste tempo, um impressionante elenco de artistas passou por ali: Jim Jarmusch, Lenny Kaye, Bill Frisell, “Captain” Kirk Douglas (The Roots), Nels Cline (Wilco), entre outros, para conversar, falar de guitarras e da vida em geral.

Rudeboy: The Story of Trojan Records (Jamaica/Reino Unido, 2018) – 20h30
Nicolas Jack Davies, 86 min, Documentário, Cor

O mítico selo Trojan Records colocou a Jamaica no mapa do mundo da música. Entre o documentário e a recriação cinematográfica, “Rudeboy” é a história do mais famoso selo discográfico de música jamaicana de todos os tempos – e também do idílio entre a classe trabalhadora britânica e os ritmos surgidos nos guetos de Kingston, em Londres.

Dia 10/11 (sexta)

La Danza de Los Mirlos (Peru, 2022) – 19h
Álvaro Luque, Documentário, 84 min, Cor, Livre

Se existe uma banda que definiu o som da cumbia amazônica e se tornou uma referência para milhões de pessoas no mundo inteiro, certamente é Los Mirlos. Formada em Moyobamba (Peru) no início dos anos 1970, hoje sua música é celebrada nas pistas de dança do mundo inteiro, rebatizada de cumbia psicodélica graças ao timbre de suas guitarras.
Aqui, Jorge Rodríguez Grández – voz principal e guitarrista – nos conta a trajetória do grupo, mostra gravações históricas tiradas de seu enorme arquivo pessoal e nos revela detalhes de um tempo que entrou para o imaginário coletivo.

Sonic Fantasy (Espanha/Estados Unidos, 2022) – 20h30
Marcos Cabotá, 95 min

Essa é a história da gravação de “Thriller” de Michael Jackson, um álbum que mudou não só a história da música pop mas criou um novo padrão de produção na indústria musical. Contada por Bruce Swedien, técnico de som e braço direito de Quincy Jones naqueles tempos, o documentário revela as alegrias e dificuldades de todo o processo de gravação.
Quando Michael, Quincy e Bruce entraram no estúdio para gravar o que seria a sequência do aclamado disco “Off The Wall” a pressão era enorme. A gravadora exigia um sucesso imediato para frear a queda de vendas de seus discos e consequentemente de seus lucros. “Sonic Fantasy” nos leva do vazio criativo ao lançamento do disco mais vendido de todos os tempos.

O Sesc Jundiaí fica na Avenida Antônio Frederico Ozanan, 6600, ao lado do Jardim Botânico.

Serviço

In-Edit Brasil
De 7 a 10/11
Programação completa: http://sescsp.org.br/ineditbrasil