Namorado da ex-mulher de Jadielson confessa homicídio
O delegado de Várzea Paulista, Rafael Diorio Costa, pediu à Justiça da cidade a prisão preventiva de José Gleidson Alves Pessoa, de 49 anos, morador na Vila Real. Ele foi preso nesta segunda-feira (15) pela Polícia Civil acusado da morte de Jadielson dos Santos, de 38 anos e ocultação do cadáver.
Jadielson estava desaparecido desde o dia 31 de dezembro deste ano.
O corpo do pedreiro Jadielson foi localizado pela equipe do delegado Rafael em uma área de mata no final da rua Ilha Bela, Vila Real, em cova rasa, em adiantado estado de decomposição.
Tiros
Gleidson confessou ao delegado que matou a tiros Jadielson, alegando que vinha sofrendo ameaças de morte.
Já a ex-mulher de Jadielson confirmou ao delegado a versão de Gleidson, de ameaças.
Comentou que se separou de Jadielson por causa de brigas constantes.
Jadielson não teria aceitado a separação.
Mudou de casa
Depois do desaparecimento do ex-marido, a mulher passou a ser a principal suspeita de que tinha ocorrido algo. Ela deixou a sua residência, indo morar em outro local.
Os policiais civis, que investigavam o desaparecimento de Jadielson deixaram carta de intimação na casa de parentes, para que ela fosse até a Delegacia junto com o namorado.
Os dois compareceram na manhã desta segunda-feira no Distrito Policial.
Celulares apreendidos
A mulher contou ao delegado que não tinha qualquer envolvimento com a morte ou desaparecimento de Jadielson. Que seu namorado é que tinha “problemas” com o ex-marido.
O delegado Rafael Diorio, por questão de garantias para futuras investigações, apreendeu os telefones celulares da ex-mulher de Jadielson e do namorado dela.
Ele também pediu à Justiça de Várzea Paulista para que conceda a quebra de sigilo telefônico e de mensagens trocadas pela ex-mulher com o atual namorado e se também havia mensagens enviadas a Jadielson.

Jadielson foi assassinado em Várzea Paulista
Família buscava Jadielson
A família da vítima disse ao “Jornal da Região” que no dia do desaparecimento ele saiu de casa na rua Felicidade, na Vila Real, sem levar nada.
Todos acharam estranho, porque o pedreiro costumava avisar sempre onde estava indo.
Coincidentemente, após o desaparecimento de Jadielson, a ex-mulher dele também “sumiu”.
Ela disse ao delegado Rafael que passou a ser ameaçada e ficou com medo de continuar morando na Vila Real.
Para sua segurança deixou o local. Isso fez aumentar as suspeitas de que algo tinha ocorrido com Jadielson.
Reclamações
O delegado Rafael Diorio ouviu da mulher reclamações sobre o comportamento do ex-marido, por isso tiveram alguns desentendimentos e ela passou a ter relacionamento com o acusado, após separação de comum acordo.
O delegado pediu à Justiça que mantenha Gleidson preso até a conclusão do processo.
Quanto à ex-mulher ela configura no inquérito policial apenas como “investigada”.


