quarta-feira, 3, junho, 2026, 18:57
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DISE de Jundiaí localiza plantação de maconha em Campo Limpo Paulista

Policiais civis da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Jundiaí, sob o comando do delegado Antônio Seleguin Júnior, localizaram nesta terça-feira (16) uma plantação de maconha na cidade de Campo Limpo Paulista.

Com autorização da 2ª Vara Criminal da cidade, os policiais civis foram até um endereço na Estância São Paulo e confirmaram a existência da plantação, com 125 pés da erva.

Também apreenderam no local mais 16 quilos de maconha pronta para a comercialização.

O responsável pela propriedade, de 46 anos, foi preso e encaminhado para a sede da DISE, no bairro do Anhangabaú, em Jundiaí.

Ele foi qualificado e indiciado em flagrante por tráfico de drogas.

Um detalhe que chamou a atenção dos policiais civis é de que havia cinco litros de óleo de maconha pronto para ser envasado.

O preso alegou que comercializava a droga para fins medicinais. Mas não apresentou qualquer autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Agora os 125 pés de maconha serão incinerados, com a autorização da Justiça.

Os investigadores da delegacia especializada de Jundiaí também recolheram um notebook, um celular e anotações, que serão usadas para aprofundar os trabalhos.

Nota dos advogados

São Paulo, 16 de julho de 2024

Hoje, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão referente a um processo que tramita em segredo de justiça, um dos imóveis do Instituto CuraPRO foi alvo de uma operação que resultou na apreensão de inúmeras plantas e produtos derivados de cannabis. Esses produtos são essenciais para o tratamento de milhares de pacientes que sofrem de doenças como Parkinson, epilepsia, paralisia cerebral, câncer, dores crônicas e diversas outras doenças graves.

Todas as operações do Instituto CuraPRO são conduzidas dentro da legalidade, tendo o Instituto habeas corpus e autorização judicial para o plantio e a produção destes remédios. Os pacientes atendidos pelo Instituto também possuem, além de indicação médica, autorização judicial para a obtenção dos medicamentos derivados de cannabis.

Mesmo tendo sido tudo devidamente comprovada as autoridades policiais, durante a operação, todas as pessoas presentes no local foram conduzidas à delegacia, resultando na detenção de quatro funcionários. Apesar das incessantes tentativas dos advogados do Instituto CuraPRO junto às autoridades policiais e ao plantão judicial, um funcionário passará a noite detido e ainda foi registrada a destruição sumária de todas as plantas destinadas à produção de medicamentos causando enormes prejuízos aos pacientes associados ao Instituto.

Amanhã haverá audiência de custódia para os detidos. Continuamos a prestar todo o suporte jurídico necessário e estamos empenhados em garantir que os direitos dos nossos pacientes sejam plenamente respeitados.

Atenciosamente,

Luiz Garcez, Raphael Kormorczi e Felipe Soares
Advogados do Instituto CuraPRO

Outro lado
A Polícia Civil informa que consultou o Ministério Público e houve entendimento de que o local não tinha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para operar.