quinta-feira, 4, junho, 2026, 02:39
CIDADESVARIEDADES

Fãs chegam a cemitério para se despedirem de Silvio Santos

Fãs começaram a chegar ao Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo, na manhã deste domingo (18), para se despedirem de Silvio Santos.

As filhas do apresentador divulgaram um comunicado de que a cerimônia será rápida, privativa aos familiares e pedem respeito nessa hora. Também agradecem o carinho de todos.

(UOL/FOLHAPRESS) – Familiares e amigos de Silvio Santos chegam ao enterro do apresentador, na manhã deste domingo (18). O corpo do dono do SBT será sepultado no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo.

Silvio Santos não queria velório. O corpo do apresentador será sepultado seguindo o rito judaico. Ele morreu neste sábado (17), às 4h50, de broncopneumonia decorrente de influenza (H1N1).

RITO JUDAICO

Na tradição judaica, o enterro do corpo é feito sem ostentação. Segundo a Congregação Israelita Paulista, o objetivo é “frisar a igualdade de todos os seres humanos em sua morada final”. Assim, o enterro ocorre sem ostentação, enfeites ou flores.

Os judeus não cultuam os mortos. Ainda conforme a CIP, os rabinos temiam a tendência humana de cultuar os mortos.

Assim, para evitar a idolatria, o local do sepultamento de Moisés é desconhecido.

Não há o costume de exibição do morto em caixão aberto. Pela tradição judaica, a exibição do morto é considerada um “desrespeito ao falecido”, conforme cartilha do Cemitério Israelita de São Paulo. Assim que a morte é constatada, o corpo deve ser coberto por um lençol.

O corpo é sepultado com uma mortalha branca e simples. Outra tradição é a de lavar o corpo antes do enterro. O ritual simboliza a purificação e uma homenagem prestada ao falecido.

Pelo judaísmo, o corpo deve ser sepultado quanto antes.

Se possível, o enterro deve ocorrer no mesmo dia da morte.

Há exceção para o dia do Shabat, quando não se deve realizar o enterro (o shabat vai do pôr do sol da sexta-feira ao pôr do sol do sábado).

Para a tradição judaica, adiar o sepultamento é visto como um desrespeito com o morto, ao acreditarem que a alma só descansa depois que o corpo é enterrado.

Fotos Tomzé Fonseca/Agnews