terça-feira, 2, junho, 2026, 19:38
CAMPO LIMPO PAULISTACIDADESPOLÍCIA

Caminhoneiro morto pela PM estava com arma de brinquedo

O caminhoneiro V. de O., de 58 anos, morto pela Polícia Militar no estacionamento do Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista estava “armado” com um revólver de brinquedo (RÉPLICA).

Na tarde de sábado (07) populares ligaram para o telefone 190 da Polícia Militar e informaram que havia um homem armado mostrando revólver para quem estava em frente ao Hospital de Clínicas.

Em relato para a delegada Aline Nery Bonchristiani, os policiais militares contaram que foram acionados para a Avenida Brasil, no estacionamento do hospital, onde havia um homem armado.

Os policiais desembarcaram da viatura, se protegeram atrás de veículos e deram ordem para o suspeito soltar a arma que segurava nas mãos.

Até então os policiais militares não sabiam que a arma era de brinquedo.

Um dos policiais deu um tiro de advertência, sendo que – segundo relato feito à delegada -, houve menção de atirar contra os PMs.

Dois dos policiais dispararam em direção do suspeito e, ao ser atingido, caiu ao solo.

Os policiais afastaram a arma de brinquedo – sem saber que era réplica.

Daí pediram uma ambulância que socorreu V.O. ao hospital.

Dentro do Hospital das Clínicas foram tentados todos os recursos para salvar o caminhoneiro, que veio a óbito.

No seu despacho, a delegada Aline Nery Bonchristiani entendeu que os policiais militares agiram “em legítima defesa própria e de terceiros”.

A delegada ainda destacou que os policiais militares se apresentaram espontaneamente na Delegacia de Polícia Civil, entregaram suas armas para perícia da Polícia Científica e houve ações dos soldados do 49º Batalhão para socorro da “vítima/autor”.

Durante a semana o delegado titular de Campo Limpo Paulista, Felipe Bueno Carbonari, deve ouvir testemunhas, para conclusão do Inquérito Policial que será encaminhado à Justiça.

Uma das testemunhas chegou a relatar no telefone 190 que Valdir estaria com a arma nas mãos, em frente ao hospital, levando os pacientes ao medo.

A delegada pediu ao Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí exames no corpo do caminhoneiro, que era morador do Tijuco Preto, para saber se estava sob efeitos de bebidas alcoólicas.