Justiça mantém preso motorista que fugiu da PM
O Plantão da Vara das Audiências de Custódias do Fórum de Jundiaí decidiu pela prisão preventiva do motorista de 39 anos, que dirigia um Ecosport pela Avenida 14 de Dezembro; fugiu de abordagem e levou um tiro dos policiais ao entrar em luta corporal na Portaria do Condomínio Girassol, no bairro Cidade Jardim 2, no final da tarde de sexta-feira (27).
De acordo com o juiz de Plantão “o flagrante está formalmente em ordem, não sendo o caso de relaxamento da prisão”.
Quem decretou a prisão do motorista foi o delegado do Plantão da Polícia Civil, Rodrigo Lima Leite Carvalhaes.
Entenda o caso
Segundo consta, os policiais militares rodoviários da equipe de Rondas Ostensivas com Motos (RPM) se deslocavam da Base da rua Bom Jesus de Pirapora para o Batalhão, no bairro da Terra Nova, ao final do expediente de trabalho.
Na Avenida 14 de Dezembro, em semáforo próximo da Havan e da empresa Roca, o motorista do Ecosport chegou em alta velocidade com o semáforo no vermelho, freando bruscamente, como se pretendesse atingir as motos dos rodoviários.
Um dos policiais foi conversar com o motorista e deu ordem para que ele descesse do veículo.
Porém, o motorista de 39 anos acelerou a Ecosport, passou no sinal vermelho quase atropelando uma mulher que atravessava na faixa.
Perseguição
Teve início acompanhamento dos policiais ao veículo, com pedido de ajuda de outras viaturas.
A perseguição foi desde a Avenida 14 de Dezembro, na Vila Rami, até a Avenida Samuel Martins, no Jardim do Lago e depois a Leonita Faber Ladeira e demais vias, até a Portaria do Condomínio Girassol.
Durante a fuga o condutor da Ecosport bateu em vários veículos e derrubou placa de sinalização de trânsito da Prefeitura de Jundiaí.
No Condomínio
O encalço somente terminou no Condomínio Girassol, onde o indiciado ingressou, desceu do seu veículo e enfrentou os policiais rodoviários, ameaçando-os de morte e, a todo momento tentava retirar as armas da equipe.
Em determinado momento, um dos policiais tentou se livrar do indiciado, que novamente tentou pegar sua arma, reagiu
em legítima defesa, efetuando um único disparo de arma de fogo em direção ao agressor, acertando a região abdominal.
Foi acionado resgate e o autor permanece no hospital, incomunicável, passando por procedimento cirúrgico, sem risco de
morte.
Não houve possibilidade, contudo, de realização do teste etilômetro. Na versão dos policiais rodoviários o motorista exalava forte odor de bebida alcoólica, fala pastosa e muito agressivo.
Decisão
Em seu despacho o delegado Rodrigo Carvalhaes pediu à Justiça para manter o acusado preso, porque os fatos são graves. Além de envolver as ameaças aos policiais, o indiciado colocou em risco a vida de terceiros inocentes ao longo do percurso da perseguição. E, ainda tentou retirar as armas dos policiais ao entrar no Condomínio.
O delegado enfatizou para a Justiça que “há relatos de testemunhas que estavam no local dos fatos de que se trata de pessoa agressiva e que frequentemente dirige após ingerir álcool. Assim, demonstra que não possui freios inibitórios e está com sua saúde mental seriamente comprometida, sendo que em liberdade certamente voltará a delinquir”.
Na decisão do juiz da Vara das Audiências, ele enfatizou que os depoimentos dos policiais rodoviários e das testemunhas que residem no Condomínio Girassol são “coerentes”. Portanto, “A prisão preventiva do averiguado é necessária para garantia da ordem pública”.


