Leitores relatam aparecimento de escorpiões e Vigilância alerta para cuidados
Vários leitores do “Jornal da Região” relataram o aparecimento de escorpiões em suas casas nas últimas semanas. A leitora Kelly Netto relatou o aparecimento do animal dentro da sua casa. Ela já relatou que entrou em contato com a prefeitura sobre um terreno baldio próximo à sua residência, na Avenida Ângelo Rivelli, no Jardim da Fonte.
A leitora Thais também relatou que sua família têm encontrado escorpiões. “Meus pais moram no Centro, meus avós na Ponte São João, meus sogros no Jardim Pacaembu…. toda semana um caso. Detetizacão está em dia. Porém continua aparecendo. Não sabemos mais como proceder.”
Com o aumento da temperatura e da umidade, a Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM), vinculada à Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), alerta para a necessidade de cuidados e de atenção para evitar o aparecimento de escorpiões. Jundiaí registra, neste ano, 80 acidentes, sem mortes.
No Município, o escorpião amarelo (Tityus bahiensis) é o mais comum nas áreas urbanas, sendo encontrado nas galerias de águas pluviais ou de esgoto. Já o escorpião marrom (Tityus bahiensis) é predominante em áreas menos urbanizadas ou rurais, em ambientes com acúmulos de material e/ou vegetação densa.
O coordenador da VISAM, veterinário Luis Gustavo Grijota Nascimento, lembra que, por serem animais peçonhentos, eles podem levar a acidentes graves e ao óbito, principalmente crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas. “Neste período, os escorpiões tendem a sair de seus esconderijos em busca de conforto térmico e de alimentos, podendo entrar nas residências, se alojando até nos calçados. A prevenção é fundamental, porque não há veneno chancelado pelo Ministério da Saúde para controle químico desses artrópodes”, enfatiza.
A recomendação é que a população adote medidas para impedir a entrada desses animais no interior das residências, nos quintais e nas dependências dos ambientes de trabalho, além de se atentar à limpeza dos ambientes.
“É essencial eliminar as vias de acesso ao interior dos imóveis a partir da vedação de vãos de portas e janelas, de caixas de esgoto, de águas pluviais e de gordura. Também orientamos que as pessoas mantenham a organização e limpeza dos ambientes, evitando o acúmulo de entulho, restos de material de construção e lixo, ou seja, de materiais que servem de abrigos para os escorpiões e, também, para as suas presas, como as baratas e outros insetos”, ressalta o veterinário.
De maneira permanente, a VISAM também monitora a população de escorpiões no Município, a partir de armadilhas espalhadas pela cidade; promove ações preventivas e de controle; realiza vistorias zoosanitárias em áreas de infestação; e procede com a investigação epidemiológica de todo acidente ocorrido. O órgão também efetua o encaminhamento dos escorpiões capturados mecanicamente (com pinças) nas armadilhas para o Instituto Butantã para a seleção e produção de soro antiescorpiônico.
Ajuda
Ao ser picado por um escorpião, os sintomas iniciais mais comuns são: dor, sensação de ardência e inflamação no local. A gravidade da picada depende da espécie e da quantidade de veneno injetada, sendo que em crianças as consequências podem ser mais graves.
De imediato, deve-se procurar atendimento médico. Se a ocorrência for em crianças de até 10 anos, o atendimento ocorre no Hospital Universitário (HU), localizado na Praça da Rotatória, s/n.º, no Jardim Messina. Já os demais pacientes devem procurar o Pronto Atendimento Central do Hospital São Vicente, na rua João Lopes, 78 – Praça Dom Pedro II.
No caso de encontrar escorpião na residência, a orientação é que, sempre que possível e seguro, matar ou aprisionar o animal em um pote, ou vasilha e encaminhá-lo à VISAM. Em caso de recorrência, orienta-se solicitar uma vistoria pelo 156.


