quinta-feira, 4, junho, 2026, 03:20
JUNDIAÍ

Presença de escorpiões preocupam famílias na Vila Alvorada

A leitora Elisangela Oliveira enviou foto de um escorpião encontrado em sua casa nesta terça (07). Ela conta que mora na Alameda das Paineiras, na Vila Alvorada, e que não é a primeira vez que moradores encontram escorpiões no bairro.

“Eu sei que estão tendo muitos casos de escorpiões em Jundiaí. Em casa, pegamos três, dois deles no meu quarto. Ontem as crianças estavam sentadas na calçada de um vizinho e viu outro, esse da foto. Já liguei na vigilância sanitária e fui informada que não existe veneno que os mate, que temos que manter o ambiente livre de alimentos para eles, que no caso, a maioria são baratas. Aí que está, esse bairro é infestado de baratas, temos iscas pela casa toda, quintal cheio de veneno, porém elas saem os canos nas calçadas e entram direto em casa. Antigamente a prefeitura passava pulverizando veneno para esse controle, e sinceramente, eu nem me lembro mais o último ano em que isso foi feito”, contou.

A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) informa que a Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM), de maneira permanente, monitora a população de escorpiões e promove ações preventivas e de controle, realiza vistorias zoosanitárias em áreas de infestação, aloca armadilhas em pontos estratégicos e procede com a investigação epidemiológica de todo acidente ocorrido com escorpião na cidade. Em 2024, foram registrados 107 acidentes no Município, sem mortes.

A VISAM também atua junto à população, alertando sobre a necessidade da intensificação dos cuidados para evitar o aparecimento dos escorpiões que, com o aumento da temperatura e da umidade, tendem a sair de seus esconderijos em busca de conforto térmico e de alimentos, podendo entrar nos imóveis e causar acidentes graves. Entre os cuidados, o órgão enfatiza que é fundamental que as pessoas mantenham a organização e limpeza dos imóveis, evitando o acúmulo de entulho, restos de material de construção e lixo, ou seja, de materiais que servem de abrigos para animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e serpentes, ou de algumas de suas presas, como as baratas e outros insetos, e roedores.

Também é essencial eliminar as vias de acesso desses animais ao interior dos imóveis a partir da vedação de vãos de portas e janelas, de caixas de esgoto, águas pluviais e gordura, de conduítes de fiação elétrica e telefônica, tomadas e interruptores. Cabe observar que não há veneno chancelado pelo Ministério da Saúde para controle químico desses artrópodes, sendo a prevenção o melhor controle. Acerca do apontamento sobre a desinsetização (controle químico de baratas), a UGPS informa que essa ação realizada pela VISAM não é programática, mas preventiva, já que o emprego desse controle químico tem eficiência paliativa e focal, e apenas nas galerias de esgoto. Mais uma vez, salienta-se que irregularidades no descarte e na manutenção dos resíduos gerados são o principal motivo para a presença de baratas nos ambientes.