Procon encontra irregularidades em supermercados e posto de gasolina
O Procon realiza nesta quarta-feira (18) uma grande operação em Jundiaí, com o objetivo de identificar estabelecimentos comerciais que não apresentam os preços dos produtos à venda.
Também estão sendo conferidos os produtos fixados em gôndolas com os valores cobrados nos caixas.
Em dois supermercados foram encontradas diferenças, sempre a mais, com vantagem para os comércios e prejuízo aos consumidores.
Até em posto de combustíveis foram identificadas irregularidades.
Em um atacadista o leitor ótico de código de barras não funcionava, para verificação pelos consumidores dos preços comercializados.
No mesmo local o desinfetante sanitário Pato Purific, de 38 g, que era anunciado por R$ 15,09, na prateleira, ficava em R$ 22,65 quando o cliente passa pelo Caixa. Já um isotônico Power Ade, de R$ 4,79 na prateleira, saía por R$ 4,95 no caixa.
A empresa também fez exposição de vários produtos sem informar valores aos clientes, desde farinha de trigo, molho de tomate, chocolate granulado e outros itens.
“Pague mais”
O mais curioso encontrado pelos fiscais do Procon foi em outro supermercado.
A embalagem de sabonete em barra Protex, vendido em kit promocional por R$ 23,34 sai mais cara do que se o cliente comprar o sabonete unitário, que sai por R$ 3,89 cada.
Alguns produtos não tinham data de validade. Não tinham preços a esponja Scoth Brite, pacotes de arroz das marcas Vencedor, Campo Fino, Província do Sul, além de pacotes de feijão, como Broto Legal, Empório São João e Seletto.
Foram encontradas diferenças sempre com preços maiores nos caixas os produtos anunciados nas gôndolas, como Energético Red Bull, café solúvel Lor, de R$ 39,90 da prateleira saía por R$ 41,99 no Caixa. O café 3 Corações de R$ 23,59 saía por R$ 24,99 no caixa.
Os estabelecimentos foram notificados para sanarem os problemas o mais rápido possível e vão passar por novas vistorias.
Várias blitze serão realizadas em outros estabelecimentos.
Posto de Gasolina
Já em um posto de combustíveis os fiscais encontraram divergências entre o que é anunciado por meio de banners e o aplicativo da rede.
As faixas anunciam descontos de 13%, que já são usados pelo aplicativo, sem vantagens ao consumidor. As placas não informam qual a real vantagem do consumidor.
Também foram encontrados produtos vencidos, além de não terem preços.


