DEIC de Campinas fecha fábrica de cervejas falsificadas
A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), desarticulou nesta sexta-feira (3) uma fábrica clandestina de cervejas falsificadas no bairro Cidade Singer, em Campinas.
inco homens foram presos em flagrante e quase 15 mil litros de bebidas adulteradas foram apreendidos.
A operação teve início após guardas municipais de Campinas receberem denúncias de que no galpão estariam sendo falsificadas bebidas alcoólicas.
Guardas municipais compareceram ao local por volta das 14h e, pela fresta do portão, puderam perceber intensa atividade no interior do imóvel.
Durante a averiguação, foram encontrados cinco homens executando um esquema sofisticado de adulteração.
Segundo apurado, caixas contendo garrafas de cerveja de uma marca eram molhadas em água para amolecer o adesivo dos rótulos, que eram então removidos e substituídos por rótulos de marcas famosas.
Na sequência, as tampas originais eram retiradas e trocadas pelas correspondentes, alterando completamente a indicação do conteúdo.
Os guardas municipais acionaram a equipe Lince 109 da Deic, que ao chegar ao local obteve dos acusados a informação de que teriam sido contratados por indivíduos desconhecidos, que os pagariam três reais por caixa de garrafa produzida.
As caixas eram carregadas em caminhões que diariamente as retiravam do local.
Todos receberam voz de prisão e foram apresentados à delegacia especializada.
Além das 14.688 garrafas de cerveja, foram apreendidos 612 engradados, quatro aparelhos celulares, duas marretas com prensas para tampar garrafas, tampinhas das marcas Skol, Antarctica e Brahma, além de rótulos das marcas Antarctica, Skol, Original e Brahma.
O delegado Marcel Fehr, titular da 1ª DIG-Deic, destacou a gravidade do crime.
“Estamos diante de uma prática extremamente danosa que, além de lesar o consumidor, expõe a saúde pública a riscos devido à manipulação inadequada das garrafas e às condições de higiene precárias verificadas no local”, afirmou.
O delegado assistente Luiz Fernando Dias de Oliveira, responsável pela coordenação dos trabalhos de polícia judiciária, ressaltou que o atual cenário nacional exige cuidados máximos com a falsificação de bebidas.
Segundo Marcel, “Há registros gigantescos de contaminação por substâncias químicas que podem inclusive causar a morte de consumidores. A manipulação inadequada verificada neste caso pode causar graves prejuízos à saúde humana”, explicou.
A perícia técnica do Instituto de Criminalística de Campinas compareceu ao local para a realização dos exames necessários. As bebidas apreendidas foram entregues em depósito a representante da Ambev, que se comprometeu a não dispor dos objetos até decisão final no processo.
Os indiciados foram autuados em flagrante por violação aos artigos 272, parágrafos 1º-A e 1º, do Código Penal, e artigo 7º, incisos II e VII, da Lei nº 8.137/90, que tratam da falsificação de produtos destinados a consumo e crimes contra as relações de consumo.
A autoridade policial representou pela conversão da prisão em preventiva, alegando que os acusados atuavam intensamente na prática dos crimes e que três deles são de outros estados, o que demonstra que medidas cautelares diversas da prisão seriam ineficazes. Após a conclusão dos trabalhos, os presos serão apresentados em audiência de custódia.
O caso está sendo investigado pela 1ª DIG-Deic-Deinter 2, localizada na Rua Marechal Deodoro, 135, Centro, em Campinas, e foi registrado no boletim de ocorrência nº ON3512-1/2025.


