Jundiaí recebe Festival da Cultura Comgás
Após o sucesso do Festival Cidade da Cultura, realizado entre 1º e 31 de julho na capital paulista, a COMGÁS segue apostando em arte e leva o evento, agora Festival Cidade da Cultura COMGÁS para o Interior. Depois de Campinas, Jundiaí recebe a programação. Na sequência, o festival parte São José dos Campos e Santos.
O festival Cidade da Cultura COMGAS em Jundiaí se apresenta como uma celebração multifacetada da arte e da cultura, propondo uma programação diversificada que abrange desde a capacitação de profissionais do setor cultural até debates literários e atividades de artes visuais para o público infantil. O evento busca valorizar tanto a produção cultural local quanto a nacional, promovendo o intercâmbio de ideias e o acesso à cultura para toda a comunidade.
Além da proposta de valorizar os artistas locais, gente da terra, o evento celebra a diversidade cultural e o fortalecimento da comunidade local por meio das diversas áreas de expressão artísticas. “O Cidade da Cultura Comgás vai aonde a cultura pulsa”, diz o criativo Marcelo Sollero, diretor do Polo Cultural, realizador do festival.
Sollero conta que cada cidade terá sua programação específica, “com música, poesia, sarau, autores, shows, contação de história, ateliês, grafite, hip hop, slam. Será um presente para as cidades”, resume. “O principal objetivo do Cidade da Cultura é promover a arte pulsante de cada região. Onde há arte há vida e o festival quer estar lá.”
ROTEIRO
Dia 27 de novembro – Quinta – Capacitação Profissional
Formação para profissionais do setor cultural.
O primeiro dia do festival será dedicado à formação e ao aprimoramento de agentes culturais, com palestras e workshops ministrados por especialistas em diferentes áreas da economia criativa.
Marcelo Sollero abordará o tema de Captação de Recursos e Editais.
Bruno Eliezer, da editora Ponta de Lança, discutirá o Mercado Editorial
Dia 28 de novembro – Sexta – Noite de abertura
Abertura, coquetel e homenagens
A noite de abertura do evento conta com homenagens a quatro personalidades de grande importância para a cena cultural local:
Germano Bandeira – Artisticamente conhecido como “Boa Cabeça”, nasceu em Jundiaí em 1949 e se tornou um ícone da cultura popular da cidade. Iniciou sua trajetória jovem, participando da Turma do Corujão, mas foi como Palhaço Boa Cabeça que ganhou grande carinho do público, apresentando-se em eventos culturais, festas e blocos carnavalescos. Além de palhaço, também era conhecido por interpretar o Papai Noel no centro de Jundiaí durante as festas de fim de ano. Mesmo enfrentando problemas graves de saúde, como a amputação de uma perna devido à diabetes, ele permaneceu ativo na comunidade. Germano Bandeira faleceu em 3 de agosto de 2025, aos 75 anos, deixando um legado de alegria, simplicidade e generosidade, e uma marca profunda na memória cultural de Jundiaí.
Araken Martinho – Formado pela FAU-USP em 1956, é uma das figuras mais expressivas da arquitetura de Jundiaí, com notável carreira acadêmica e profissional. Desde 1976, foi professor titular e exerceu a direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas em duas gestões. Seu rigor técnico o levou a vencer diversos concursos, destacando-se o projeto da Prefeitura do Município de Jundiaí, que resultou no icônico Paço Municipal. Outras obras importantes incluem a Sede do DAE/Jundiaí e ginásios de clubes e sindicatos. Além da arquitetura, Araken Martinho é desenhista e pintor, tendo forte atuação nas artes visuais e como colaborador da imprensa jundiaiense desde os anos 1950. Sua experiência em planejamento urbano foi aplicada na gestão pública quando integrou a administração de Campinas como Secretário Municipal de Planejamento em 2001. Por sua vasta contribuição à paisagem urbana, à cultura de Jundiaí e à formação de arquitetos, Araken Martinho é reconhecido como uma das grandes personalidades da cidade.
Everson Bellato Cirino – Mais conhecido no mundo do samba como Metal, é um sambista e líder cultural de Jundiaí, com 53 anos, que iniciou sua paixão pelo samba em 1991, na Escola de Samba Águia Dourada. Sua trajetória é marcada pela atuação em diversas agremiações de Jundiaí e São Paulo, sendo ele o fundador da Escola de Samba Leões da Hortolândia. Atualmente, Metal é o presidente da Liga Jundiaiense das Escolas de Samba, onde se dedica à valorização do carnaval local. Além disso, é o idealizador do Projeto Baobá, uma iniciativa voltada à promoção da cultura afro-brasileira e à inclusão social nas periferias. Reconhecido por sua postura firme, ele é um defensor das causas periféricas e acredita no poder transformador da cultura e do carnaval como instrumentos de identidade, cidadania e esperança.
Édna Aparecida Oliveira Santos – Presidente do Clube 28 de Setembro, um dos mais antigos clubes sociais negros do Brasil, representa a resistência e o legado da cultura afro-brasileira na cidade.
Inos Corradin –Renomado pintor e escultor ítalo-brasileiro (1929 – 2025), cujo legado artístico está presente em diversos espaços públicos e é parte fundamental da identidade visual de Jundiaí.
Dia 29 de novembro – Sábado – Feira literária e debate
O sábado será dedicado à literatura, com debates e lançamentos editoriais no Centro das Artes, r. Barão de Jundiaí, 1093 – Centro.
Na parte da manhã, acontece a Feira Literária com a presença de 20 autores locais.
À tarde, serão realizados debates, encontros e conversas literárias da Arena da Palavra, com
a participação de Lilia Guerra, Caetano Romão e Carol Rodrigues e autores locais. A mediação será de Rogério de Petrini da Silva Coelho.
Lilia Guerra – é autora da compilação de contos “Perifobia”, finalista do Prêmio Rio de literatura, e do romance “Rua do Larguinho”. Seu primeiro livro, “Amor Avenida”, originalmente lançado em 2014, foi reeditado em 2022, quando também foram impressos os três volumes da coleção “Novelas que escrevi para o rádio” e “Crônicas para colorir a cidade”. Em 2023, foi contemplada com o Prêmio Carolina Maria de Jesus pelo inédito “Cavaco do ofício”, reunião de contos. Lilia promove ações que incentivam o hábito da leitura e da escrita. Sobretudo, nos locais mais afastados do centro da cidade de São Paulo. “O céu para os bastardos” é seu mais recente romance, finalista do Prêmio São Paulo de literatura em 2024.
Caetano Romão – Nasceu em Ribeirão Preto (SP) em 1997 e vive em São Paulo desde 2015. É doutorando em Teoria e História Literária pela Unicamp. Publicou Um nome inteiro disposto à montaria (7Letras, 2021), livro semifinalista do prêmio Oceanos em 2022.
Carol Rodrigues – Nasceu no Rio de Janeiro, em 1985, e vive em São Paulo. Com seu livro de estreia, SEM VISTA PARA O MAR (Selo Edith, 2014), ganhou os prêmios Jabuti e Clarice Lispector da Biblioteca Nacional. Seu segundo livro, o romance O MELINDRE NOS DENTES DA BESTA (7Letras, 2019), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. É mestra em Estudos de Performance pela Universidade de Amsterdam e trabalha como roteirista, curadora e professora.
Rogério De Petrini da Silva Coelho – Natural de São Paulo/SP, engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica – USP, escritor dos livros O Topázio Imperial – 2021, romance infanto-juvenil de fantasia em duas versões: comercial e BNCC, pela Editora Sonhos e Letras; A Loira e Eu – 2021, romance Juvenil publicado pela Editora Vermelho Marinho. Pedaço de Mim – 2024, romance Juvenil publicado pela Editora Vermelho Marinho. A Última Morada lançado em 2025 pela a_risca editorial.
Dia 30 de novembro – Domingo – Artes Visuais
Arte em circuito
O domingo será dedicado às artes visuais, com uma programação especial para o público infantil. O artista de grafite Iconek (Thiago Monteiro) conduzirá uma oficina de arte urbana, na qual as crianças poderão criar um grande painel em um muro do espaço cultural. Iconek é um nome reconhecido na cena do grafite paulistano, com um estilo marcado por cores vivas e formas abstratas


