Família busca ajuda para transplante de medula da pequena Helena
Uma família de Jundiaí iniciou uma campanha de arrecadação para custear o transplante de medula óssea de uma menina que luta desde junho contra um tumor cerebral raro e agressivo. A criança foi diagnosticada com Teratoide/Rabdoide, um tumor de grau 4 que acomete principalmente crianças pequenas.
Segundo a mãe da paciente, Julia Mantovani, a menina respondeu bem à primeira fase do tratamento oncológico.
No entanto, em novembro deste ano, exames revelaram que o tumor se disseminou pelo cérebro, agravando significativamente o quadro clínico.
Diante do avanço da doença, a equipe médica indicou o transplante de medula óssea como única alternativa terapêutica.
Como a medula da paciente não foi comprometida pela doença, ela mesma será a doadora do procedimento, em um processo conhecido como transplante autólogo.
Os custos são caros, uma vez que o Plano de Saúde não está cobrindo as cirurgias. A família criou uma Vakinha no valor de R$ 60 mil. Quem quiser contribuir pode acessar no site.
Corrida contra o tempo
O principal obstáculo enfrentado pela família é o fator tempo.
Os convênios médicos exigem um prazo de 21 dias para análise e aprovação do procedimento, período que a criança não pode aguardar devido à urgência do caso.
“Ela tem que começar agora com os preparativos. Não podemos esperar pela aprovação do convênio porque isso pode comprometer todo o tratamento”, explicou a mãe em apelo publicado nas redes sociais.
Os recursos arrecadados serão destinados ao pagamento imediato dos preparativos necessários para o transplante, incluindo exames, medicamentos e demais procedimentos que antecedem a intervenção.
A família disponibiliza informações sobre como contribuir com a campanha e acompanha o tratamento por meio de atualizações em perfil nas redes sociais.
Tumores teratoides/rabdoides do sistema nervoso central são extremamente raros e agressivos, representando cerca de 1% a 2% dos tumores cerebrais pediátricos. O tratamento é complexo e geralmente envolve cirurgia, quimioterapia intensiva e, em casos selecionados, transplante de células-tronco hematopoiéticas.
CASO VERIFICADO E CONFIRMADO PELO JORNAL DA REGIÃO
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