sábado, 25, julho, 2026, 11:57
JUNDIAÍSAÚDE

FMJ busca voluntários para estudo que investiga desconforto visual na leitura

A Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) convida a população para participar de uma pesquisa inédita que busca responder a uma pergunta que afeta crianças, jovens e adultos: por que tantas pessoas sentem incômodo, cansaço ou dor ao ler — ou têm dificuldade até mesmo antes de começar a ler?

Sua participação, com ou sem sintomas, pode ajudar a transformar a forma como entendemos e tratamos problemas visuais que ainda passam despercebidos.

O estudo integra o projeto “Análise do Olhar Humano: Estudos Experimentais de Rastreamento Ocular para Reconhecimento de Padrões Visuais em Tarefas Cognitivas”, liderado pelo pesquisador e engenheiro Rafael Nobre Orsi. Segundo ele, “entender como o olho se comporta diante de estímulos visuais é essencial para diagnósticos mais precisos e intervenções que realmente melhorem o aprendizado e a qualidade de vida.”

O projeto conta com apoio institucional da Diretoria de Inovação e Tecnologia da FMJ Para o diretor, António César Galhardi, “pesquisas como esta mostram como a tecnologia pode derrubar barreiras invisíveis que prejudicam o desenvolvimento humano”

Por que essa pesquisa importa?
O foco está no estresse visual, especialmente em condições como a Síndrome de Irlen — que ganhou destaque em Jundiaí após a criação da Campanha Municipal de Conscientização em 2019 pelo então vereador e atual prefeito Gustavo Martinelli.

Mas há um ponto crucial: A Síndrome de Irlen vem sendo frequentemente confundida com outras condições, também sem diagnóstico preciso, que afetam o desempenho escolar, a leitura e até o processo de aprendizagem desde a infância.

Ou seja, muitas pessoas enfrentam dificuldades, mas ainda não sabem por quê.

O que é a Síndrome de Irlen?
É uma alteração na percepção visual relacionada à adaptação à luz. Entre os sintomas estão:

· sensibilidade ao brilho do papel branco;

· dor ou desconforto ao ler;

· dores de cabeça;

· náuseas;

· dificuldade de concentração;

· dificuldade para acompanhar linhas ou letras.

E aqui vai uma informação importante: exames oftalmológicos tradicionais não detectam essa condição, e o diagnóstico depende quase sempre apenas do relato do paciente. Isso abre espaço para enganos, atrasos no tratamento e confusão com outras dificuldades visuais ou cognitivas.

A tecnologia que pode mudar esse cenário
A FMJ está utilizando rastreamento ocular (eye tracking) — uma tecnologia moderna, não invasiva e segura, capaz de mapear com precisão o movimento dos olhos diante de palavras, imagens ou estímulos visuais simples.

Essa abordagem permite avaliar não apenas pessoas que leem, mas também pessoas que ainda não aprenderam a ler, incluindo crianças e adultos em alfabetização.
Isso é fundamental para esclarecer causas de dificuldade na leitura e na aprendizagem desde as fases iniciais.

O objetivo é desenvolver um método inovador, objetivo e baseado em evidências para apoiar diagnósticos confiáveis e orientar intervenções eficazes.

A pesquisa contará com 360 participantes, distribuídos entre grupo controle e grupo alvo, em parceria com a FEI e o Centro Paula Souza.

Quem pode participar?
Qualquer pessoa, incluindo:

· quem sente desconforto visual ao ler;

· quem nunca teve sintomas (grupo controle);

· crianças ou adultos que ainda não sabem ler, mas apresentam sinais de desconforto visual, dificuldade de foco ou desafios no processo de aprendizagem.

Sua participação pode contribuir diretamente para o avanço da ciência e para o desenvolvimento de novas formas de cuidado.

Onde acontecerá?
Na Unidade 01 da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Rua Francisco Telles, 250 – 1º andar – Unidade 01, FMJ.

Agendamento Das 8h às 17h de segunda a sexta por telefone 11 3395 2157 ou email: [email protected]