PARABÉNS JUNDIAÍ, PELOS 369 ANOS. A CIDADE É REFERÊNCIA NO BRASIL
Jundiaí está comemorando seus 369 anos e se consolidou como uma das cidades que melhor transforma arrecadação tributária em qualidade de vida no Brasil. Acabou de sair mais uma pesquisa em que aponta a cidade como exemplo no Brasil em retorno dos impostos em serviços para a população.
Com 463 mil habitantes, o município ocupa a 6ª posição no Retornômetro 2025 da Assertif, índice que avalia a eficiência de 396 cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes na capacidade de converter impostos em resultados concretos. De acordo com os organizadores da pesquisa foram avaliados cerca de 70 itens, desde transportes, saúde, coleta de lixo, conservação de ruas e resposta da Prefeitura para as reivindicações do cidadão. é uma Prefeitura eficiente, hoje comandada pelo prefeito Gustavo Martinelli, completando um ano de mandato.
O Retornômetro, ferramenta desenvolvida pela Assertif – empresa brasileira especializada em soluções tecnológicas em tributos e gestão com mais de 23 anos de atuação – utiliza dados oficiais de fontes como IBGE, FINBRA, DATASUS e INEP para mensurar a eficiência relativa dos municípios.
O índice final vai de 0 a 1000 pontos e representa a capacidade de cada cidade em transformar arrecadação tributária em bem-estar público. Na qualidade de vida Jundiaí figura como uma das melhores do Estado, só perdendo para Franca. No ranking geral é Osasco quem lidera.
A metodologia organiza os indicadores em três eixos fundamentais: Viver (saúde, educação, saneamento, infraestrutura), Prosperar (emprego, renda, desenvolvimento econômico) e Governar (gestão fiscal, capacidade de investimento, transparência).
A média nacional ficou em 481,2 pontos, enquanto Osasco (SP), líder do ranking, alcançou 783,3 pontos.
Das bandeiras aos trens: quatro séculos de história
A história de Jundiaí remonta ao século XVII. Em 14 de dezembro de 1655, há quase 370 anos, a localidade foi elevada à categoria de vila, marco fundamental para sua história como cidade. O nome é uma referência ao rio Jundiaí, que significa “rio dos jundiás”, famoso peixe da época da colonização do interior paulista, hoje em extinção.
O povoamento inicial seguiu dois rumos principais: um de Jundiaí para leste, atingindo a zona montanhosa banhada pelo Rio Atibaia, dando origem a Atibaia (1665) e Nazaré (c. 1676); e outro para o norte, alcançando o vale do Rio Mojiguaçu. A economia jundiaiense, até meados do século XVIII, limitava-se a pequenas lavouras de subsistência que utilizavam mão-de-obra escrava, inicialmente indígena e, posteriormente, africana.
Na metade do século XIX, a cultura cafeeira chegou a Jundiaí e rapidamente se tornou sua base econômica.
O grande marco de transformação veio em 1867, com a inauguração da São Paulo Railway, ligando Jundiaí a Santos, passando por São Paulo.
O município tornou-se estratégico no setor ferroviário, recebendo sucessivamente a instalação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (1872), da Companhia Ituana (1873), da Companhia Itatibense (1890) e da Companhia Bragantina (1891).
A imigração europeia, iniciada no final do século XIX, foi outro fator determinante.
Os primeiros foram os italianos, que se instalaram preferencialmente na região da Colônia, no Núcleo Barão de Jundiaí.
Outros europeus foram instalados no comércio e na lavoura, e alguns passaram rapidamente de colonos a proprietários, incrementando a atividade agrícola. A imigração estimulou o crescimento comercial e industrial e, ainda, do segmento de serviços e infraestrutura urbana.
A vocação industrial e o maior parque da América Latina
Na primeira metade do século XX, Jundiaí descobriu sua vocação industrial, que perdura até hoje.
Nos anos 1930 e 1940, ocorreu novo impulso industrial e, após a inauguração da Rodovia Anhanguera em 1948, mais empresas procuraram a cidade, aproveitando também a abertura da economia ao capital estrangeiro em 1950. Foi nesta época que vieram para o município as indústrias metalúrgicas.
No final da década de 1960 e início da década de 1970, criou-se o PLANIDIL (Plano de Incentivo e Desenvolvimento Industrial), legislação que regulamentou e incentivou a instalação de novas indústrias.
Na década de 1970, por iniciativa da Prefeitura Municipal, a região do Distrito Industrial foi especialmente projetada para abrigar um grande parque industrial. Além da área adequada, foram concedidos incentivos e benefícios fiscais visando atrair um grande número de indústrias.
Hoje, Jundiaí possui um dos maiores parques industriais da América Latina e o 8º maior do Estado de São Paulo. Segundo dados da Rais 2019 do Ministério do Trabalho e do Emprego, a cidade conta com 2.768 indústrias (incluindo o subsetor da construção civil), empregando 171.931 funcionários formalmente. O setor é o segundo maior empregador de mão-de-obra formal do município.
Na diversidade do parque industrial jundiaiense, destacam-se os setores de alimentos e bebidas, com uma das maiores fábricas de refrigerantes do mundo – a Coca-Cola FEMSA – além da Ambev (Pepsi Cola), Vinagre Castelo e Vinagre Toscano, Sara Lee, Sadia, Frigor Hans e Cereser, que inaugurou no município, em 2009, a maior linha de produção de espumantes do Brasil.
Outros setores importantes incluem cerâmica (Deca, Roca e Ideal Standard), autopeças (Dana, Bollhoff, Neumayer Tekfor, Mahle), metalurgia (Siemens, Sulzer, CBC Indústrias Pesadas), borracha, plásticos, embalagens e bens duráveis (Foxconn, Compal Electronics, Joyson Safety Sistems (antiga Takata Petri), química, papeleira e de gases (Akzo Nobel, Linde, SI Group/Crios, Klabin).
Recentemente, empresas continuam escolhendo Jundiaí para expandir operações. Em 2022, a Lindal do Brasil inaugurou sua mais nova planta no Parque Industrial com investimento de US$ 25 milhões, gerando 130 novos empregos. Segundo o CEO do Lindal Group, François-Xavier Gilbert, “além da infraestrutura e localização privilegiada, Jundiaí conta com uma excelente mão de obra”.
O Grupo Motiva, responsável pelo gerenciamento de muitas rodovias em todo o País escolheu a cidade para a sede central de operações. Um moderno complexo de tecnologia gerencia as principais rodovias do Brasil e modais.
Em Jundiaí também estão as principais universidades do País, qualificando mão de obra para a indústria e Medina, além de cursos técnicos. É uma cidade completa, incluindo shoppings para lazer, alimentação e compras por parte da população da região com mais de 1,5 milhão de pessoas.
O “Jornal da Região” passou há 10 anos a contar a história da cidade, com notícias diárias pelas redes sociais, sendo o primeiro veículo de comunicação a dar notícias pelo Facebook.
Potência econômica: 7ª maior do Estado, 15ª do Brasil
Os números da economia jundiaiense impressionam. Segundo o Guia de Investimentos 2025 divulgado pela Prefeitura, Jundiaí possui um PIB de R$ 57,6 bilhões, o que a coloca como a 7ª maior economia do Estado de São Paulo e a 18ª do Brasil. Se a comparação excluir as capitais, Jundiaí figura na 5ª colocação nacional.
Entre 2019 e 2020, mesmo com o início da pandemia e as consequentes dificuldades econômicas, a cidade registrou crescimento de aproximadamente 10% na produção de riqueza, passando de R$ 46,9 bilhões para R$ 51,2 bilhões. O setor com maior representatividade no PIB jundiaiense é o de Serviços, com R$ 27 bilhões (67,7% do valor adicionado), seguido pela Indústria, com R$ 9,9 bilhões (26,8%). A agropecuária, apesar de menor participação (0,4%), apresentou grande crescimento, passando de R$ 130,6 milhões para R$ 198,2 milhões.
O PIB per capita de Jundiaí é de R$ 135,1 mil, valor significativamente superior à média do estado (R$ 58,3 mil) e muito acima da média nacional. Esse indicador coloca o município na 12ª posição no ranking de maiores PIB per capita do Brasil, segundo dados do IBGE analisados pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
“Jundiaí é uma cidade organizada, com grande representatividade no cenário nacional. As ações de fomento ao desenvolvimento econômico e de qualidade de vida tornam a cidade atrativa aos negócios”, afirma o Guia de Investimentos. Com isso, empresas dos mais variados portes se instalam no município, geram riqueza e contribuem para alcançar os principais rankings nacionais.
A força do segmento Comércio/Serviços também é destaque: Jundiaí ocupa a 7ª posição no ranking paulista do PIB setorial Comércio/Serviços. No PIB setorial Indústria, ocupa a 5ª posição no Estado, evidenciando saudável equilíbrio entre os diversos segmentos econômicos na geração da riqueza local.
Localização estratégica e vantagens competitivas
Um dos grandes diferenciais de Jundiaí é sua localização estratégica. O município está no centro de um dos principais eixos econômicos do país, com acesso rápido às rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, que conectam a cidade ao Porto de Santos, aos aeroportos regionais e internacionais, e aos principais mercados consumidores do Brasil. Pela Rodovia dos Bandeirantes empresas podem exportar via Aeroporto de Viracopos. Ou no terminal de contêineres da Marginal do Rio Jundiaí por meio de trens.
A infraestrutura logística é complementada por um ecossistema empresarial diversificado, com mais de 10 mil estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços gerando cerca de 184 mil empregos formais, fazendo de Jundiaí o 11º maior gerador de empregos do Estado de São Paulo.
O município também desenvolveu uma vocação para empresas de tecnologia (Foxconn) e logística, com armazéns da Mobly, Grupo Casas Bahia, Renault/Nissan, Magazine Luiza, DHL e Sadia, consolidando-se como polo estratégico para distribuição nacional.
Tradição agrícola: a terra da uva e do morango
Apesar da forte industrialização, Jundiaí mantém importante produção agrícola. Com grande vocação agrícola, o município se despontou no cenário nacional com a produção de uvas de mesa, especialmente a niágara rosada, registrada com Indicação Geográfica desde 2023. Atualmente, Jundiaí produz 30% da uva do Estado de São Paulo, através de mais de 500 produtores.
Para estimular os produtores, foi criada a Festa da Uva em 1934, idealizada por Antenor Soares Gandra, com apoio da Associação Agrícola de Jundiaí e da Prefeitura. O evento é a mais antiga festa da uva de São Paulo e tornou-se um dos principais atrativos turísticos da cidade. Em 2025, a edição recebeu mais de 314 mil visitantes, registrando aumento nas vendas em relação ao ano anterior.
Dos 432 quilômetros quadrados da área do município, cerca de 320 são área rural e, destes, 228,6 são área de cultivo, com aproximadamente 15 mil hectares e 796 imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural. São produzidos também caqui, pêssego, legumes, verduras e eucalipto. O enoturismo e o turismo rural registraram mais de 1,4 milhão de visitantes em 2024.
Retornômetro: a eficiência que gera qualidade de vida
A 6ª colocação de Jundiaí no Retornômetro 2025 é resultado de décadas de gestão pública eficiente e planejamento estratégico. O índice avalia 69 indicadores públicos organizados em três eixos que, juntos, mostram se o município está entregando valor real aos cidadãos.
No eixo Viver (peso 40%), que engloba saúde, educação, saneamento e infraestrutura, Jundiaí apresenta indicadores robustos. A cidade possui 95,9% dos domicílios com saneamento básico adequado, 97,8% com abastecimento de água e 99,9% com coleta de lixo. O município figura em primeiro lugar em saneamento básico no ranking do Instituto Trata Brasil, entre as cidades brasileiras acima de 300 mil habitantes.
Na saúde, Jundiaí conta com orçamento de R$ 1,1 bilhão, permitindo investimentos em infraestrutura, equipamentos e ampliação de serviços. Na educação, o Programa Escola Inovadora implementa metodologias pedagógicas modernas, e a cidade apresenta bons resultados no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
No eixo Prosperar (peso 30%), que mede emprego, renda e desenvolvimento econômico, a cidade se destaca pela diversidade do parque empresarial e pela capacidade de geração de empregos. Com 184 mil postos de trabalho formais e crescimento constante no número de empresas, Jundiaí mantém dinamismo econômico que se reflete em oportunidades para a população.
No eixo Governar (peso 30%), que analisa transparência, equilíbrio fiscal e capacidade de investimento, Jundiaí apresenta gestão responsável com contas públicas organizadas. “As finanças organizadas, o planejamento e a gestão orientada para os resultados, possibilitam investimentos assertivos que suprem as principais demandas da população”, afirma o Gestor de Governo e Finanças da cidade.
Multiplicidade de rankings e reconhecimentos
A excelência de Jundiaí é confirmada por sua presença consistente em diversos rankings nacionais. Em 2021, o município foi campeão do Índice de Retorno do Tributo Municipal (IRTM) da Assertif, conquistando nota 71 em escala de 0 a 100, à frente de todas as capitais brasileiras e cidades como Piracicaba (70,4), São José dos Campos (69,3) e Taubaté (68,1).
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) de Jundiaí é de 0,822, o 4º maior do Estado de São Paulo e 11º melhor do Brasil. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ), Jundiaí é a 9ª cidade com maior qualidade de vida do Brasil, apresentando Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal de 0,8892.
Em 2024, pesquisa do portal Gazeta do Povo colocou Jundiaí como 3ª melhor cidade para morar no Brasil, com nota 7,61, ficando atrás apenas de São Caetano do Sul (7,77) e Fernando de Noronha (7,73). No recorte com cidades acima de 100 mil habitantes, o município ficou em segundo lugar.
Jundiaí também figura na 6ª posição no ranking Connected Smart Cities de cidades mais inteligentes e conectadas do Brasil (entre municípios de 100 a 500 mil habitantes), com destaque para os indicadores de urbanismo e educação. Entre as cidades paulistas de mesmo porte, Jundiaí ocupa a 4ª colocação, atrás apenas de São Caetano, Barueri e Santos.
Na segurança pública, a cidade é um dos municípios mais seguros do país e do interior do estado, com índice de homicídio de 6,88 por 100 mil habitantes, muito abaixo da média nacional.
O paradoxo brasileiro e o papel do Retornômetro
Segundo José Guilherme Sabino, CEO do Grupo Assertif, “o Retornômetro traz uma métrica clara e objetiva para um debate que, até hoje, era dominado por percepções e narrativas políticas. Pela primeira vez, conseguimos mensurar com precisão onde os impostos de fato geram valor público e onde ainda há gargalos de eficiência”.
A iniciativa se insere no contexto do paradoxo fiscal brasileiro: embora o país tenha carga tributária comparável à de nações desenvolvidas, o retorno social permanece aquém do esperado. Países como Noruega e Finlândia combinam alta arrecadação com serviços de excelência, enquanto o Brasil figura entre os últimos colocados em índices internacionais de retorno social dos tributos.
O Retornômetro funciona como ferramenta de diagnóstico e comparação. “O índice não pretende apontar culpados, mas sim oferecer uma ferramenta técnica de diagnóstico e comparação. As prefeituras têm um instrumento para melhorar a gestão em pontos que não estão bem avaliados, e o cidadão pode cobrar resultados com base em dados concretos”, explica Sabino.
O futuro promissor de uma cidade consolidada
Com 370 anos de história, Jundiaí consolida-se como modelo de gestão pública eficiente no Brasil. A combinação de forte parque industrial, serviços diversificados, agricultura de qualidade, localização estratégica e administração responsável cria um círculo virtuoso de desenvolvimento.
A cidade continua atraindo investimentos e ampliando oportunidades. O Parque Tecnológico de Jundiaí, em desenvolvimento, busca consolidar o município como polo de inovação e tecnologia. Programas de apoio ao empreendedorismo, espaços de incubação e aceleração, e a agenda de atração de investimentos da administração municipal apontam para crescimento sustentável.
“Jundiaí avança e se desenvolve sem deixar as pessoas para trás. O mais importante é que transformamos toda essa riqueza em investimentos sociais para a cidade”, resume a gestão municipal. O desafio agora é manter a trajetória ascendente, aprimorando continuamente os serviços públicos e garantindo que cada real arrecadado em impostos se traduza em melhor qualidade de vida para seus 463 mil habitantes.
DADOS PRINCIPAIS:
- População: 463 mil habitantes (15º município mais populoso de SP, 6º do interior)
- PIB: R$ 57,6 bilhões (7º de SP, 18º do Brasil)
- PIB per capita: R$ 135,1 mil (12º do Brasil)
- IDH: 0,822 (4º de SP, 11º do Brasil)
- Retornômetro 2025: 6ª posição entre 396 municípios avaliados
- Parque Industrial: 2.768 indústrias, 171.931 empregos
- Saneamento: 1º lugar no Brasil (cidades acima de 300 mil hab.)
- Empregos formais: 184 mil postos de trabalho
- Área rural: 320 km² dos 432 km² totais
- Produção de uva: 30% da produção do Estado de SP


