Morre mulher atingida por marretadas do companheiro em Campinas
CAMPINAS – Maria Aparecida Pereira Martins da Silva, de 64 anos, morreu no Hospital da PUC de Campinas, após ter sido brutalmente agredida pelo companheiro com golpes de marreta na cabeça.
O crime ocorreu no dia 11 de dezembro, na Rua Doutor Alderico Alvite, 365, no Parque Valença, em Campinas e o sepultamento ocorreu nesta terça-feira (30).
O agressor, Paulo Gonzaga, de 79 anos, foi preso em flagrante logo após o ataque.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, policiais militares foram acionados via COPOM para atender uma ocorrência de violência doméstica.
Ao chegarem ao local, encontraram a vítima sendo socorrida pelo SAMU, já desacordada e em estado grave.
O crime
Testemunhas relataram à polícia que ouviram barulhos vindos do interior da residência do casal.
Um comerciante que presenciou parte do crime, contou aos investigadores que viu Paulo desferindo pelo menos três golpes de marreta contra a cabeça de Maria Aparecida.
O comerciante invadiu a casa e conseguiu desarmar o agressor, impedindo que ele continuasse as agressões.
Paulo foi detido por populares e estava em frente à residência quando a polícia chegou.
Segundo seu depoimento, ele possui problemas psicológicos e alegou que atacou a companheira porque acreditava que ela o traía e o estava dopando.
Conforme apurado pela polícia, Paulo seria portador de Alzheimer e tinha delírios recorrentes sobre suposta traição.
Prisão preventiva
O delegado responsável pelo caso, Leandro Rocha, destacou que o investigado demonstrou comportamento extremamente agressivo e violento, utilizando instrumento contundente para atingir a cabeça da vítima.
A autoridade policial decretou a prisão em flagrante por tentativa de feminicídio no contexto de violência doméstica e representou pela prisão preventiva de Paulo Gonzaga, considerando o risco de reiteração delitiva.
Com a morte de Maria Aparecida, confirmada pela sobrinha Andressa Juliany Moreira dos Santos, o crime foi reclassificado para feminicídio consumado.
A marreta utilizada no crime foi apreendida pelo perito criminal Gian Carlos, que realizou o levantamento do local.


