sexta-feira, 24, julho, 2026, 05:16
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Funcionários da Marabraz denunciam atrasos de até 9 meses no pagamento

Funcionários da Marabraz, grande rede varejista, emitiram um comunicado coletivo sobre os problemas enfrentados com atrasos de pagamentos e benefícios.

“Nós, colaboradores da Marabraz, recorremos aos veículos de comunicação da região para pedir ajuda e dar visibilidade a uma situação extremamente grave, desumana e que vem sendo ignorada há meses. Há funcionários da empresa que estão há 9 meses sem receber salários. Outros enfrentam atrasos de 5 meses, 3 meses ou mais. Existem também casos de colaboradores que tiveram seus contratos encerrados e, mesmo após meses, não receberam a rescisão trabalhista a que têm direito. Mesmo diante desse cenário, a empresa manteve as lojas funcionando. Funcionários foram obrigados a trabalhar normalmente no final dos meses, realizar vendas e enviar todo o faturamento para a central, sem que nenhum colaborador fosse pago. Além disso, INSS e FGTS não estão sendo recolhidos, agravando ainda mais a situação trabalhista e legal. A empresa constantemente informa datas falsas de pagamento, que não são cumpridas. Hoje, não há qualquer previsão concreta para recebimento de salários ou valores devidos”, diz o comunicado.

O documento aponta ainda que muitos trabalhadores estão enfrentando “consequências devastadoras: Funcionários estão sendo despejados de suas casas; muitos entraram em endividamento extremo para suprir a ausência de renda; há casos de colaboradores presos por pensão alimentícia, não por má-fé, mas pela absoluta falta de pagamento por parte da empresa; famílias inteiras estão sendo afetadas emocional e financeiramente. Mesmo diante de tantas denúncias, a empresa continua operando, ainda que de forma reduzida, com apenas um gerente e um vendedor, quando, ao nosso ver, deveria estar com as atividades suspensas até que seus débitos trabalhistas e com clientes fossem devidamente regularizados.”

Em nota divulgada em dezembro, a Marabraz informou atravessar um período de reestruturação sob sigilo judicial. O comunicado divulgado na ocasião por um dos sócios da empresa, Nasser Fares, apontava que os passivos existentes seriam regularizados até a primeira quinzena de janeiro, “sejam com nossos fornecedores, terceirizados, clientes e colaboradores. Além disso, as lojas temporariamente fechadas para readequações e troca de mostruário voltarão a operar em breve”, porém até o momento não houve acerto de pagamentos atrasados, conforme os funcionários das unidades de Jundiaí e de Franco da Rocha.

No mês passado, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, em conjunto com o Sindicato dos Comerciários de Franco da Rocha, realizou uma importante manifestação no Centro de Distribuição da Marabraz, localizado em Cajamar. O ato teve como objetivo reivindicar o cumprimento integral dos direitos trabalhistas dos empregados da rede, reforçando a luta sindical por condições dignas, respeito e valorização profissional. “As datas prometidas não foram cumpridas”, contou um dos funcionários da unidade de Jundiaí.

O Sindicato da categoria reforça que seu departamento jurídico segue disponível para orientar os trabalhadores que desejarem ingressar com medidas judiciais ou administrativas. A entidade afirma que continuará acompanhando a situação de perto e cobrando providências da empresa para evitar prejuízos ainda maiores aos funcionários.

A reportagem tentou contato com a Marabraz, mas até o momento não recebeu nenhum retorno. O espaço segue aberto ao posicionamento.