Seis torcedores do Paulista são presos após invasão e depredação no Estádio
Seis integrantes da torcida organizada “Raça Tricolor” foram presos em flagrante na tarde de domingo (1º), após invadirem a área restrita do Estádio Dr. Jaime Cintra, no Jardim Pacaembú, em Jundiaí, sede do Paulista Futebol Clube. A ocorrência foi registrada por volta das 17h40 ao término da partida entre o Paulista de Jundiaí e a Francana, válida pela temporada 2026. O tricolor cedeu o empate de 2 a 2 no final da partida e revoltou os torcedores.
A invasão
Segundo o boletim de ocorrência lavrado no Plantão do 1º Distrito Policial de Jundiaí, os torcedores aguardaram a saída do público em geral e das famílias para então agir — atitude que, conforme relato do representante do clube, indica premeditação. O grupo forçou a entrada na área restrita quebrando o vidro da porta de acesso ao vestiário, localizada entre o estacionamento e a parte interna do clube.
Uma vez dentro das dependências, os envolvidos se dirigiram ao vestiário em busca de jogadores e da diretoria, não os encontrando inicialmente. Em seguida, avançaram para a sala de troféus — que estava fechada —, forçando a porta até arrombá-la. O grupo também invadiu o alojamento dos jogadores, quebrando vidros e promovendo depredações, além de adotar postura hostil e intimidatória contra atletas e membros da diretoria.
A intervenção policial
A administração do clube acionou a Polícia Militar, que retornou ao estádio com três viaturas da Força Tática, com sirenes acionadas.
Parte dos envolvidos, ao perceber a aproximação policial, evadiu-se antes da intervenção.
Permaneceram no local seis indivíduos, que foram identificados e conduzidos à delegacia.
Os policiais militares ressaltaram que não foi necessário o uso de força física ou instrumentos de menor potencial ofensivo para restabelecer a ordem.
A deliberação policial
O delegado de plantão, Dr. Francisco Felipe Preuss, ratificou a prisão em flagrante dos seis indiciados pela prática, em tese, de dano qualificado, com violência à pessoa ou grave ameaça (art. 163, inciso I, do Código Penal), em concurso material com o crime previsto no art. 201 da Lei nº 14.597/2023 (Lei Geral do Esporte), que tipifica a promoção de tumulto e a prática ou incitação à violência em eventos esportivos.
O delegado apontou que, somadas as penas máximas dos crimes em concurso material, estas superam quatro anos de privação de liberdade, razão pela qual não foi arbitrada fiança aos indiciados, conforme o art. 322 do Código de Processo Penal.
O Paulista Futebol Clube, representado por seu advogado Larry Cesar Copelli, declarou interesse em representar criminalmente contra todos os envolvidos, especialmente pelos danos materiais causados ao patrimônio do clube.
Encaminhamento
Após os procedimentos de Polícia Judiciária, os seis indiciados serão encaminhados ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde ficarão à disposição da Justiça.
Os presos passam por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (02) no Fórum de Jundiaí.


