PF deflagra operação contra grupo do setor de combustíveis e faz buscas em Jundiaí
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15/5), a Operação Sem Refino, para apurar a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, para dissimulação de bens e para evasão de recursos ao exterior. Equipes da PF estão em Jundiaí para cumprirem mandado na casa do ex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Juliano Pasqual.
O ex-governador Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, também são alvos da PF nesta sexta-feira (15).
As investigações apuram possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo, considerado um dos maiores devedores de impostos do país.
Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 7 medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Também foi determinada a inclusão de nome de investigado na lista de Difusão Vermelha da INTERPOL.
A Justiça ainda determinou o bloqueio de, aproximadamente, R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.


