Homem se entrega à Polícia Civil de Jundiaí. Mas vítima de golpes de faca sumiu!
Um homem de 21 anos se apresentou espontaneamente ao Plantão Policial de Jundiaí e confessou ter esfaqueado um morador de rua no início da noite de sábado, 16 de maio, no cruzamento das ruas Abolição com a Prudente de Moraes, no Centro da cidade.
O curioso é que a vítima, que levou cerca de 10 golpes de faca, desapareceu e a Polícia Civil não tem como dar andamento ao caso sem representação.
Como foi
Segundo o relato do investigado, ele estava em uma praça com chafariz quando comprou cervejas em um mercado próximo, dividindo as bebidas com a vítima — um homem em situação de rua, conhecido apenas de vista.
Após se ausentar brevemente para guardar pertences e tomar banho em sua residência, retornou ao local e continuou ingerindo bebida alcoólica com o homem.
Nesse intervalo, o investigado afirma ter percebido o desaparecimento de seu aparelho celular.
Ao ir ao encontro da vítima para cobrar a devolução do aparelho, o investigado declarou que o homem lhe desferiu um tapa no rosto e sacou uma faca.
Alegando legítima defesa, ele retirou outra faca que carregava consigo e passou a golpear a vítima, afirmando ter desferido cerca de dez facadas.
Em seguida, fugiu em direção ao bairro São Camilo, onde permaneceu até a madrugada de domingo, dormindo na casa de um colega.
Posteriormente, decidiu se apresentar à polícia.
Vítima não identificada
O ponto mais crítico do caso é a ausência de qualquer rastro da suposta vítima.
O motoboy Xororó registrou o momento em que duas viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) socorria o esfaqueado.
O investigado declarou não saber o nome do homem, conhecendo-o apenas como frequentador da rua.
Até o fechamento do boletim nesta quarta-feira, a Polícia Civil não havia localizado a vítima, não havia registros de laudos periciais, imagens de monitoramento, testemunhas presenciais, apreensão das facas envolvidas ou qualquer outro elemento probatório independente.
O SAMU informou à Polícia Civil que o homem estava inconsciente ao ser socorrido.
No Hospital São Vicente os médicos constataram cortes superficiais e sem comprometer órgãos vitais, dando alta para o paciente, que não foi qualificado.
Diante dos fatos o delegado Dr. Francisco Felipe Preuss, responsável pelo plantão, concluiu que a confissão espontânea, desacompanhada de elementos mínimos de corroboração, é insuficiente, neste momento inicial, para formação de juízo seguro sobre a materialidade e a autoria do crime.
Determinou o encaminhamento do expediente ao Distrito Policial da área dos fatos para continuidade das investigações, com foco na identificação da vítima, coleta de imagens, localização de testemunhas e realização de perícias técnicas.
O caso não resultou em prisão em flagrante, porque não há vítima.
Os policiais também não sabem se a vítima vai querer registrar ocorrência, porque terá de explicar o “desaparecimento” do telefone celular do autor.


