Benassi, Rodolfo e João Paulo discutem parceria de Jundiaí e Várzea nos resíduos sólidos
O vice-prefeito de Jundiaí, Ricardo Benassi, o vice-prefeito de Várzea Paulista, João Paulo, e o prefeito de Várzea Paulista e presidente do Consórcio Intermunicipal de Aterro Sanitário (CIAS), Rodolfo Braga, se reuniram nesta semana para discutir alternativas voltadas ao aprimoramento da gestão de resíduos sólidos na região.
Durante o encontro, os gestores debateram iniciativas com potencial para gerar economia aos municípios, principalmente por meio da redução do envio de resíduos aos aterros sanitários, diminuindo custos com transporte e destinação final.
Além disso, destacaram o potencial de reaproveitamento desses materiais, transformando o que hoje representa um passivo ambiental em uma oportunidade de geração de valor econômico.

A separação de resíduos sólidos no Distrito Industrial de Jundiaí
Reeleito presidente do CIAS, Rodolfo Braga levará a proposta para apreciação do conselho do consórcio, formado pelos prefeitos de Jundiaí, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Vinhedo, Louveira e Várzea Paulista.
O tema também estará em pauta na 3ª edição do encontro “Políticas Públicas, Instrumentos de Planejamento e Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos”, promovido pela FORCIS, no dia 16 de junho, das 8h30 às 12h, na sede do CIESP de Jundiaí, localizado na Av Doroty Nano Martinasso, s/n – Vila Hortolândia.
Saiba mais sobre o Consórcio
O Consórcio Intermunicipal para Aterro Sanitário (CIAS) foi criado em 1986 com o objetivo de administrar de forma conjunta a destinação dos resíduos sólidos produzidos por municípios da região de Jundiaí.
A iniciativa representou um importante avanço na gestão ambiental regional, reunindo esforços de diversas cidades para enfrentar um desafio comum: o tratamento adequado do lixo urbano. Na época era um grande problema para os prefeitos da região a destinação do lixo doméstico. Agora, a discussão é sobre o destino dos resíduos sólidos. Jundiaí tem grande experiência na área e Várzea busca parceria.
Prefeitos unidos
Além de Jundiaí e Várzea Paulista, o “consórcio do lixo”, como era conhecido, contou com a participação de Cajamar, Campo Limpo Paulista, Louveira e Vinhedo. O aterro sanitário foi implantado em Várzea Paulista e passou a receber os resíduos gerados pelos municípios consorciados, tornando-se uma referência regional na época.
Durante aproximadamente vinte anos de operação, o aterro recebeu milhões de toneladas de resíduos sólidos. Sua existência contribuiu para a redução dos impactos ambientais causados pelos antigos lixões e permitiu que a região adotasse práticas mais modernas de gerenciamento de resíduos.
Em 2004, os municípios integrantes firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os órgãos ambientais e o Ministério Público. O acordo estabeleceu diretrizes para o encerramento gradual das atividades do aterro, além de definir responsabilidades relacionadas à recuperação ambiental da área e ao monitoramento pós-fechamento.
As atividades de recebimento de resíduos foram encerradas em 2006. A partir desse momento, o foco do consórcio passou a ser a gestão ambiental da área desativada. Mesmo após o fechamento, um aterro sanitário continua exigindo cuidados permanentes devido à produção de gases provenientes da decomposição dos resíduos e à geração de chorume, líquido que pode causar contaminação ambiental se não for devidamente controlado.
Desde então, o CIAS realiza monitoramentos periódicos da qualidade das águas subterrâneas e superficiais, da emissão de gases, da estabilidade do terreno e do sistema de drenagem e tratamento de chorume. Essas ações são fundamentais para garantir a segurança ambiental da região e proteger a população do entorno.
Um dos resultados mais visíveis do processo de recuperação ambiental foi a transformação de parte da área em um espaço de lazer e convivência para a comunidade. Com a estabilização de determinados setores do antigo aterro, foi possível implantar o Parque das Orquídeas, que passou a oferecer áreas para atividades esportivas, caminhadas e recreação.
Nos últimos anos, o consórcio também iniciou discussões para modernizar sua estrutura administrativa e ampliar sua capacidade de atuação. Entre os temas debatidos estão novas formas de gestão ambiental e o aproveitamento dos gases gerados pelo aterro para produção de energia, seguindo tendências de sustentabilidade adotadas em diversas regiões do mundo.
A trajetória do Consórcio Intermunicipal para Aterro Sanitário demonstra a importância da cooperação entre municípios na busca por soluções ambientais de longo prazo. O trabalho desenvolvido ao longo de décadas permitiu não apenas a destinação adequada dos resíduos da região, mas também a recuperação de uma área que hoje representa um exemplo de transformação ambiental e uso sustentável do espaço urbano.
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