domingo, 14, junho, 2026, 08:06
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Amigos contestam versão de autor de feminicídio

Amigos da jovem Maria Helena de Almeida Matozo, de 23 anos, assassinada pelo marido João Gabriel Rodrigues Guerra, de 22 anos, contestaram a versão dada por ele de que os dois estavam residindo juntos no bairro do Maracanã, em Jarinu.

Segundo depoimento do autor na Delegacia de Polícia Civil o casal brigou por causa de mensagens dela com ex-namorado. Com ciúmes, ele a esfaqueou e depois chamou a Polícia Militar.

Amigos relataram que Maria Helena tinha vindo para Jarinu sozinha com a filha de um ano. Se hospedou na casa de uma amiga e depois arrumou uma casa de aluguel, para buscar emprego. Ela tinha acertado de trabalhar em um supermercado.

Mas o marido veio atrás dela segundo os amigos e houve a discussão.

O delegado de Jarinu, Rafael Diorio Costa, disse que o caso é “pesado” e vai procurar ouvir todas as testemunhas para o Inquérito Policial que será encaminhado à Justiça.

João Gabriel foi levado para a Cadeia de Campo Limpo Paulista.

A bebê está em um abrigo temporário, até que familiares da jovem compareçam no Conselho Tutelar para demonstrar que possuem condições de cuidar da criança.

O corpo de Maria Helena está desde sábado (13) em uma geladeira do Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí, aguardando o comparecimento de familiares para fazerem a liberação junto à Delegacia, para sepultamento.

A versão oficial do autor

João contou ao delegado do Plantão Regional de Polícia Civil da Delegacia Seccional de Jundiaí que vivia com Maria Helena e moravam na Bahia. Que chegaram em Jarinu no dia 9 de junho. Durante a tarde de sexta-feira (12), Dia dos Namorados, viu que ela mandou mensagem de WhatsApp para o ex-namorado, com foto e mensagens.

Houve uma briga ao tirar satisfação e ela tentou empurrá-lo, quando ele pegou uma faca e desferiu golpes em seu pescoço e peito.

Após ela cair no chão e ele ter visto que possivelmente estava sem vida, ligou para a Polícia Militar e permaneceu na casa cuidando da filha.

Ao receber voz de prisão a bebê ficou sob os cuidados de uma vizinha, até a chegada do Conselho Tutelar da Criança, que recolheu a bebê para um abrigo.