Comerciantes do Anhangabaú recebem ameaças após operação da PM contra o PCC
Comerciantes do bairro Anhangabaú, em Jundiaí, estão sendo alvo de ligações criminosas de supostos integrantes da facção PCC. As ligações tiveram início após a prisão de membros da facção pela Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (14).
Em grupo do bairro os comerciantes relatam que os golpistas exigem transferências de dinheiro sob o pretexto de “manter as atividades da corporação”, logo após uma grande operação da Polícia Militar.
A ação da PM, que representou um duro golpe contra as lideranças da facção criminosa na região, parece ter desencadeado essa onda de tentativas de extorsão.
Apavorados, os donos de estabelecimentos comerciais do bairro relatam que os criminosos usam o nome da organização para impor terror e tentar forçar os pagamentos.
“Não pague nada”
O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, Roberto Souza Camargo Júnior, tranquiliza os comerciantes e orienta que as vítimas não realizem absolutamente nenhum tipo de pagamento.
O delegado destaca um ponto importante sobre o modo de agir dos criminosos: o verdadeiro PCC não avisa previamente que vai atacar.
A recomendação oficial da DIG é que todos os comerciantes que receberem esse tipo de ligação registrem o Boletim de Ocorrência por meio da Delegacia Eletrônica.
O registro formal é fundamental para que as equipes de investigação consigam rastrear a origem das chamadas e identificar os golpistas.
“Não pague nada”, comentou o delegado, avisando que a população deve confiar na Polícia e elogiou o trabalho da PM de Jundiaí na prisão de membros da facção.
Segundo o Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (GAECO), esse grupo alvo da operação desta terça-feira movimentou mais de R$ 230 milhões com empresas fantasmas.
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GAECO e PM fazem operação contra grupo do PCC que movimentou R$ 230 milhões


