Quadrilha armada rouba empresa de Cabreúva
Um roubo à mão armada resultou na subtração de diversas bobinas de cobre de uma empresa do ramo industrial no bairro Nova Pinhal IV, em Cabreúva.
Três indivíduos encapuzados e portando arma de fogo mantiveram o vigilante do local, de 35 anos, refém por aproximadamente três horas enquanto carregavam a carga em um caminhão com o auxílio de uma empilhadeira.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial de Cabreúva, os criminosos demonstravam conhecer os procedimentos de segurança da empresa — especificamente o contato via rádio que o vigilante precisava realizar a cada 30 minutos com a empresa responsável pela portaria. Aproveitando o intervalo logo após uma dessas verificações os três indivíduos vestidos de preto, com o rosto tampado por capuz, touca e colete refletivo, abordaram o trabalhador na portaria, após saltarem o muro dos fundos do prédio.
Ao tentar correr, o vigilante teve uma pistola apontada em sua direção e foi rendido. Os assaltantes determinaram que permanecesse em silêncio, sob ameaça de morte, afirmando que sabiam onde sua esposa trabalhava e onde ele residia. Durante toda a ação, os criminosos o obrigaram a continuar realizando os contatos via rádio a cada 30 minutos, como se estivesse tudo normal, para evitar suspeitas.
Os indivíduos entraram com um caminhão no pátio e utilizaram uma empilhadeira para carregar as bobinas de cobre.
A quantidade e o valor total dos itens subtraídos ainda não foram apurados — os responsáveis pela empresa deverão comparecer à delegacia para complementar as informações e eventuais retificações no boletim.
Os criminosos também pegaram objetos da portaria, como um aparelho celular, um notebook e a chave do veículo do vigilante, mas esses itens foram posteriormente encontrados jogados embaixo de um veículo estacionado nas proximidades.
Os assaltantes se comunicavam entre si por meio de rádios comunicadores e também com alguém aparentemente externo, em coordenação fora do local.
Antes de evadir, ameaçaram o vigilante de morte caso olhasse para eles.
Há câmeras de monitoramento no local dos fatos, que poderão fornecer imagens para a investigação.
O delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Roberto Souza Camargo Júnior, destacou equipes para apurar o assalto.


