Comerciante de Itatiba perde R$ 210 mil ao acessar site de leilão “vinculado” ao Bradesco
Um comerciante de 64 anos foi vítima de estelionato em Itatiba, após ter transferências não reconhecidas realizadas em sua conta do Bradesco, totalizando aproximadamente R$ 210.000,00.
Segundo o relato da vítima, ela pesquisava imóveis em leilão por intermédio do site do Banco Bradesco com link para a empresa Zuk, credenciada para tal finalidade.
Nesse contexto, visualizou um anúncio e entrou em contato com um indivíduo que se apresentou como funcionário.
Durante o contato, a vítima recebeu um link para visualização de imóveis disponíveis em leilão.
Posteriormente, ao solicitar informações sobre outros imóveis, o interlocutor afirmou que encaminharia um novo link e orientou a vítima a desligar e religar o aparelho celular, circunstância que lhe despertou suspeitas.
Diante da desconfiança, a vítima entrou em contato com o gerente de sua agência bancária para confirmar a autenticidade da empresa e dos imóveis anunciados, sendo informada de que a empresa e o imóvel consultado eram efetivamente credenciados.
Apesar da confirmação, ela não retomou contato com o suposto funcionário da primeira ligação e esclareceu que não forneceu dados bancários, senhas ou informações pessoais durante as conversas.
Ao tentar acessar o aplicativo bancário, a vítima deparou-se com mensagens de bloqueio.
Mais tarde, ao obter acesso novamente, verificou a utilização do limite do cheque especial e constatou que os valores anteriormente investidos não estavam mais disponíveis.
Segundo um investigador da Polícia Civil o banco Bradesco não deve ter sistema de inteligência, que identifica movimentações suspeitas, para proteger os seus clientes e que é um dos bancos onde mais ocorrem golpes.
O banco nunca reconhece falhas internas e responsabiliza os clientes alegando que deixaram “a engenharia social” invadir os sistemas.
O caso foi registrado no Plantão Policial de Itatiba, onde o delegado Jose Mario de Lara tomou conhecimento dos fatos, com o boletim lavrado pelo escrivão Mario.
A vítima foi orientada a apresentar os comprovantes das movimentações.


