Trabalhadores dos Correios seguem em greve por tempo indeterminado
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Por Rayanderson Guerra com informações da Agência Brasil
Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado na última sexta-feira, 11, após o término das negociações da campanha salarial sem um acordo entre a empresa e a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
O impasse principal envolve propostas de alterações no plano de saúde dos empregados por parte da direção da estatal, tema sem consenso mesmo após rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Para conter o impacto das paralisações nas entregas e no atendimento aos clientes, os Correios ativaram um Plano de Continuidade de Negócios, que prevê o remanejamento de pessoal e o reforço das atividades operacionais.
De acordo com a estatal, os Correios apresentaram uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo.
“A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados”, diz em nota.
A paralisação ocorre em um cenário financeiro delicado para a estatal. Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 30,36% ante o resultado negativo de R$ 4,26 bilhões de igual período de 2025.
No segundo trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 5,5% em relação ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%.
Efetivo
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. A decisão foi proferida no último sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo da empresa, que considera a greve abusiva.
O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições.
“A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista”, afirmou o ministro.
Entregas
Em nota à imprensa, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve.
“Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico”, informou a estatal.

