sexta-feira, 25, setembro, 2026, 09:51
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GAECO e BAEP dão continuidade às prisões após corrupção na Polícia Civil de Campinas

O GAECO  do Ministério Público e o 1º BAEP dão sequência nesta sexta-feira (25) à Operação Infiltrados, que foi deflagrada no dia 09 de junho de 2026, apurando corrupção na Polícia Civil de Campinas.

Com a Operação Infiltrados, policiais civis e particulares foram presos e processados pela prática dos crimes de associação criminosa, de extorsão, de violação de sigilo funcional e de falso testemunho, cujo processo-crime está em curso. Um policial civil de Campinas era informante do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A análise do material apreendido naquela ocasião, como documentos, celulares e notebooks, revelou, em tese, ao menos mais um integrante da associação criminosa, contra quem são cumpridas as ordens judiciais de prisão e de busca e apreensão deferidas pela 1ª Vara Criminal de Campinas.

O preso teria dupla função junto à associação criminosa já denunciada: seria portador e movimentador de valores expressivos em favor de policial civil; e fornecedor de um aparelho celular clandestino com chip habilitado sob dados cadastrais diversos – a fim de que as tratativas ilícitas dos denunciados não fossem identificadas em eventual investigação criminal.

Conforme já apurado, na residência de um dos acusados foram localizados diversos comprovantes de depósitos bancários de sua titularidade e, em parte deles, com identificação do depositário que foi preso.

Entre aqueles com ou sem identificação, as cifras atingiram R$ 324.220,00 (trezentos e vinte e quatro mil, duzentos e vinte reais) e R$ 181.300,00 (cento e oitenta e um mil e trezentos reais), no período que compreende de janeiro de 2025 a janeiro de 2026.

As informações indicam que os depósitos teriam sido realizados de forma reiterada em valores que variaram entre R$ 10.000,00 e R$ 51.700,00, totalizando aquele importe de R$ 324.220,00.

Tais valores não são compatíveis, em princípio, com os rendimentos auferidos pelos investigados em razão de seus cargos públicos.

Todos os fatos continuam sob apuração no GAECO, a fim de identificar eventuais outros integrantes da associação criminosa, que também serão denunciados à Justiça.

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