Delegada aciona “Rede de Proteção à Mulher” para vítima de agressão em Jundiaí
Na novela da Globo, “Quem Ama Cuida”, amigas incentivam mulher vítima de violência doméstica a procurar ajuda. Em Jundiaí, na noite de quinta-feira (02) foi o que ocorreu, com colegas de trabalho incentivando uma vítima a procurar a Polícia e denunciar o companheiro. A mulher, que é de Alagoas e não tem nenhum parente no município foi acolhida pelos policiais militares que a conduziram até o Plantão da Polícia Civil.
A delegada, Carolaine Mendes da Silva, acionou a “Rede de Proteção à Mulher” do município, que oferece abrigo e todo amparo para que o agressor não se aproxime mais dela.
Como foi
O autor, de 36 anos, foi preso em flagrante após ameaçar e agredir a companheira, de 21 anos, no Jardim Shangai.
A vítima relatou à Polícia Militar que o companheiro, embriagado, tentou tomar seu celular, puxou seu braço e derrubou o aparelho no chão, ameaçando matá-la caso chamasse a Polícia.
Ela conseguiu fugir pela janela e se dirigiu ao local de trabalho, onde foi incentivada por amigas a acionar a PM.
A vítima contou que não era a primeira vez que sofria agressões, narrando episódios de violência física, psicológica e até sexual, sendo obrigada a fazer tudo o que o companheiro exigia contra a sua vontade.
Relatou ainda que já havia sido enforcada pelo companheiro, com marcas que permaneceram no pescoço por semanas, e que, por vezes, era impedida de sair de casa e mantida trancada no imóvel.
Na Delegacia
Ambos foram conduzidos ao Plantão Policial de Jundiaí, onde o autor negou as agressões e afirmou que houve apenas uma discussão de “marido e mulher”, sem relevância.
Diante do contexto de violência doméstica e do risco à integridade da ofendida, a delegada Carolaíne Mendes da Silva representou pela concessão de medidas protetivas de urgência e pela prisão preventiva do autor.
A vítima, que veio do estado de Alagoas e não possui familiares na cidade, foi encaminhada pela delegada para a Rede de Proteção à Mulher de Jundiaí, sendo acolhida no abrigo “Casa Sol”.
O caso foi registrado como vias de fato e ameaça, com pena em dobro por ter sido cometido contra mulher por razões da condição do sexo feminino, no âmbito da Lei Maria da Penha, onde a delegada Carolaíne Mendes da Silva lavrou o boletim, com apoio do escrivão Bruno.

