sábado, 3, outubro, 2026, 20:30
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TSE realiza em Jundiaí teste de integridade da urna eletrônica

ISADORA ALBERNAZ

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) -O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, participou neste sábado (3) de cerimônia em Brasília que confirmou a integridade e autenticidade dos sistemas instalados nas urnas que serão usadas nestas eleições. O primeiro turno será no domingo (4). Uma das urnas sorteadas para o teste de integridade foi a urna do Sesão de Jundiaí, pertencente à 65ª Zona Eleitoral.

O objetivo foi atestar que os programas responsáveis por receber, processar e totalizar os resultados das urnas eletrônicas estão de acordo com as versões que foram assinadas digitalmente e lacradas pela Justiça Eleitoral ainda em setembro deste ano.

Também foi emitida a zerésima, que mostra que não há nenhum voto na urna, da votação presidente e vice-presidente. O documento foi assinado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, e por observadores internacionais.

Kassio ficou sentado na primeira fileira do auditório e não discursou.

Os procedimentos estão previstos no calendário eleitoral. Cerca de um mês atrás, representantes de órgãos fiscalizadores, como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assinaram o arquivo que reúne os resumos digitais dos sistemas que foram desenvolvidos e testados para serem usados no pleito.

Segundo o TSE, esses documentos são identificações únicas que permitem atestar a autenticidade dos programas.

As mídias, então, foram lacradas e guardadas na sala cofre do tribunal, para evitar alterações. Essa etapa concluiu o desenvolvimento dos sistemas.

Antes, o código-fonte das urnas ficou aberto por cerca de um ano. “E o que nós fizemos agora foi garantir que o que tem residindo no Tribunal Superior Eleitoral são precisamente os mesmos sistemas”, explicou o secretário de Tecnologia.

TESTE DE INTEGRIDADE

Na véspera do primeiro turno, também começa a preparação para o chamado teste de integridade, que acontece desde 2002. O objetivo é comprovar que o voto depositado na urna é o mesmo computado pelo sistema eletrônico.

O teste de integridade começa no dia anterior ao primeiro turno com a escolha das urnas por representantes de partidos e entidades fiscalizadoras ou sorteadas pelas comissões dos tribunais regionais eleitorais.

A corte eleitoral determina que todos os TREs façam a verificação. As máquinas selecionadas, que já estavam lacradas e preparadas para funcionar, são retiradas da seção de votação e transportadas para local da auditoria. Enquanto isso, voluntários e representantes de partidos, federações e coligações simulam uma eleição em papel.

Ao longo do dia da votação, os responsáveis pelo teste leem em voz alta e digitam os votos escritos em papel (que estavam guardados) para depois atestar que a urna eletrônica registra os dados da forma correta.

O processo é gravado e acompanhado por auditores independentes. Nunca houve comprovação de fraude.