Mais um morador de condomínio é preso por não pagar o “minimercado”
Um homem de 24 anos foi preso em flagrante em condomínio de Jundiaí, após pagar por apenas parte dos produtos que retirou de um minimercado, em Jundiaí. É o segundo morador de condomínio preso pela Polícia e flagrado pelas câmeras de monitoramento.
Ele deixou de registrar itens no caixa automático e saiu do estabelecimento como se tivesse pago por tudo.
A prisão aconteceu durante diligências de policiais civis que monitoravam uma série de furtos no mercado, instalado nas dependências de um condomínio residencial. O proprietário do estabelecimento acionou a equipe ao perceber que o suspeito estaria novamente no local subtraindo mercadorias.
Na abordagem, os policiais encontraram com o homem diversos produtos alimentícios, que foram apreendidos. Questionado sobre a procedência das mercadorias, ele afirmou tê-las comprado regularmente, mas não apresentou nota fiscal, recibo ou qualquer outro documento que comprovasse a aquisição.
Ele foi conduzido à delegacia especializada de Jundiaí, onde o delegado Pedro Henrique F. Craveiro lavrou o boletim e instaurou inquérito policial. O escrivão Frederico atuou no registro do caso. Durante o interrogatório, o conduzido foi cientificado de seus direitos constitucionais e optou por permanecer em silêncio.
No despacho, o delegado apontou que o pagamento parcial foi usado justamente para simular uma compra regular e dar aparência lícita à retirada das mercadorias, ocultando a subtração dos itens deliberadamente não registrados. A conduta se enquadra no furto qualificado por fraude, previsto no artigo 155, § 4º, inciso II, do Código Penal.
O documento também registra que o fato não seria isolado: segundo os responsáveis pelo estabelecimento, o homem praticava a mesma dinâmica com frequência diária, e existem registros internos, imagens de monitoramento e boletim de ocorrência anterior sobre outros episódios. Por estar em escalada criminosa, fazendo do crime seu meio de vida, o delegado afastou a aplicação do princípio da insignificância, mesmo tratando-se de produtos de baixo valor.

