segunda-feira, 19, outubro, 2026, 00:04
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Flávio defende prisão de 80 anos para chefes do crime; Lula afirma que criará Min. da Segurança

Por Naomi Matsui, Mariana Ribas, Geovani Bucci e Daniel Galvão

(ESTADÃO) – O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 18, que, se eleito, fará os líderes de facções criminosas ficarem “até 80 anos” presos. A segurança pública foi o primeiro tema do debate presidencial promovido por Band/Estadão.

“Com a lei antifacção que aprovamos, os líderes dessas facções vão ficar até 80 anos presos”, falou o senador.

Flávio reafirmou que pretende classificar organizações criminosas como terroristas e acusou o governo Lula de promover uma “política de desencarceramento”.

Já Lula cobrou o adversário sobre o apoio à PEC da Segurança Pública e reafirmou que, caso tenha um novo mandato, criará o Ministério da Segurança Pública. O presidente também disse que seu governo está “combatendo o crime organizado da esquina ao andar de cima”.

A segurança pública é uma das principais pautas deste pleito. A redução da maioridade penal, por exemplo, é uma das promessas de campanha de Flávio Bolsonaro, que defende uma diminuição para 16 anos de forma geral e para 14 anos para crimes graves. Nesta semana, senadores de direita articularam uma emenda à PEC da Segurança Pública com esse conteúdo, o que travou a votação do projeto.

Diante da desvantagem da campanha de Lula no campo da segurança pública, parlamentares de esquerda discutiram a possibilidade de defender um meio termo: a redução da maioridade penal para 16 anos no caso de crimes hediondos. A proposta foi defendida pelo presidente Lula na última quinta-feira, 15, durante sabatina à TV Globo.