Campo Limpo comemora despoluição do Rio Jundiaí
Como diria a canção “São águas de março fechando o verão”, o mês também celebra o Dia Mundial da Água, na próxima quarta-feira (22). Os campolimpenses têm muito a comemorar devido o seu principal rio, o Rio Jundiaí, ser reconhecido em janeiro deste ano, pelos Comitês de Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), como próprio para o abastecimento nos 128 quilômetros desde a nascente, em Mairiporã, até a foz, no Tietê, em Salto.
A partir de agora, o Rio Jundiaí pode ter suas águas captadas em determinados pontos para usufruto da população nas cidades circundas. Segundo a Coordenadora de Meio Ambiente, Fernanda Lobo, o curso de água tem uma nova classificação ambiental. “Nosso rio foi para a classificação três, o que torna suas águas destinadas ao abastecimento doméstico, à irrigação de culturas arbóreas, de cereais e pasto, além de ser próprio para consumo dos animais”, salienta Lobo.
Para o prefeito dr. Japim Andrade, a novidade traz esperança aos dias de seca. “Nos anos passados, o país inteiro sofreu com a crise hídrica. Agora, nossa região passa a ser privilegiada diante dos períodos de escassez com a alternativa proporcionada pela despoluição do Rio Jundiaí”, ressalta o chefe do executivo.
Ações – Algumas ações das cidades banhadas pela Bacia do Rio Jundiaí proporcionaram esta nova classificação. O corpo hídrico que já chegou a ser mais poluído que o Tietê, em São Paulo, passa por tratamentos desde a década de 80. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em 2013, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista se destacaram no trato ao viabilizarem junto ao órgão, o Sistema Integrado de Esgotamento Sanitário (SIES).
A estrutura contemplou a construção de cinco estações elevatórias de esgotos nos dois municípios, uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) e 38 quilômetros de redes capazes de transportar o material coletado para o tratamento na ETE. A estação tem capacidade de tratar 560 litros de esgotos por segundo.
De acordo com a Sabesp o índice de oxigênio dissolvido (OD) nas águas do Rio subiu para 5mg/L, o que permite a vida aquática e viabiliza a pesca em determinados pontos. Outra melhoria contemplada é a diminuição de efluentes despejados no rio: foram eliminadas 257 toneladas mensais de carga orgânica, o que resultou na brusca mudança dos antigos 13% de esgoto tratado na região, para 96% do tratamento total.


