Mandetta fica no Governo e pede paz para trabalhar
Mandetta afirmou que muitas vezes o trabalho da pasta sofre interferências de forma “constante”. “Temos dificuldade quando, em determinadas situações, por determinadas impressões, críticas não vêm para construir, mas para trazer dificuldade no ambiente de trabalho”, disse o ministro. “E isso vem uma constante, o Ministério da Saúde adotar determinada linha, situação e termos que voltar, fazermos determinados contrapontos para poder reorganizar a equipe”, declarou.
Mandetta afirmou, ainda, que esta segunda-feira foi pouco produtiva no Ministério da Saúde por causa dos boatos de que poderia ser demitido. Ele sinalizou que, caso isso acontecesse, toda a equipe também pediria para sair. Mandetta falou ao lado de todos os secretários e com a presença de outros membros da equipe, que o aplaudiram ao chegar.
“Hoje foi um dia que rendeu muito pouco o trabalho do ministério Muitos não sabiam o que ia acontecer, chegaram a limpar as gavetas, até a minha gaveta”, declarou.
Mandetta reforçou que o seu trabalho é “técnico”, baseado na ciência, e que ele atua como “porta-voz do trabalho” da equipe. “O que faço é dar alguns pequenos palpites às medidas”, afirmou
Por Julia Lindner e Gustavo Porto / Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro deve demitir nesta segunda-feira (06) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Apesar de ter afirmado que não abandonava os amigos, o presidente disse em várias entrevistas que está descontente com o ministro que está “aparecendo muito” e “não tem humildade”.
O presidente também não gostou de Mandetta ter defendido o isolamento, enquanto ele é a favor de todos voltarem ao trabalho.
Segundo o jornal “O Globo” o presidente mandou chamar todos os ministros e está certa a demissão do ministro da Saúde.
Quem deve assumir o lugar é o deputado federal e médico Omar Terra, que tem o mesmo pensamento do presidente e esteve à frente do Ministério da Cidadania.


