quinta-feira, 4, junho, 2026, 15:17
JUNDIAÍ

Vírus H1N1 sofre primeira mutação desde 2010

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 foram registrados 12 mil casos e 2,2 mil mortes em decorrência do vírus Influenza A (H1N1) no Brasil. Neste ano de 2017, o cuidado com a prevenção precisa ser redobrado, uma vez que o vírus sofreu mutações genéticas pela primeira vez desde 2010.

Daniela Cunha, médica pediatra da Vacine Clínica, lembra que estar atento ao período de vacinação contra a gripe é importante independente de haver um surto da doença anunciado. “Existem, claro, aquelas pessoas mais propensas à doença ou que podem apresentar complicações no quadro de saúde se infectadas, mas a verdade é que quanto mais ampla for a vacinação na população, melhor. Isso porque o vírus muda constantemente e nossos anticorpos também”, alerta.

A especialista ressalta que mesmo quem não faz parte do público-alvo da campanha da rede pública pode optar pela vacinação em clínicas particulares. “No Brasil temos disponíveis dois tipos de vacina: a trivalente, contra três cepas do vírus influenza, e a tetravalente, que inclui uma cepa a mais. Esta última só é encontrada em clínicas particulares.”, completa.

A atenção ao vírus A (H3N2) deve ser redobrada, pois ele tem alertado para um maior número de casos se comparado ao A (H1N1). “Mas é bom que todos tenham a ciência de que todas as doses contêm os tipos H1N1, H3N2 e B. Por isso, quem é vacinado tem uma proteção mais garantida contra todos esses vírus”, afirma a pediatra.

A proteção dura um ano e tem como objetivo reduzir hospitalizações e o número de mortes por causa da gripe. Além da vacina, outras medidas podem ser adotadas para evitar o contágio e transmissão da doença. “Lavar as mãos, cobrir o rosto quando tossir ou espirrar, lavar sempre os objetos pessoais, evitar contato com pessoas que estão gripadas e higienizar as mãos constantemente são ações simples do dia a dia que podem ajudar na prevenção”, reforça Daniela.