Motoristas de aplicativos fazem protesto na Prefeitura

Os motoristas de transporte de passageiros com a utilização de aplicativos marcaram um protesto na Prefeitura de Jundiaí às 13h30 desta quarta-feira (24). Eles são contra um decreto do prefeito Luiz Fernando Machado que regulamenta os serviços no município, exigindo carros novos, recolhimento de impostos e seguro de vida para os passageiros, além de exigência das empresas como a por exemplo a Uber de manter escritório na cidade para atendimento da população e dos contratados.

Os motoristas dizem que a lei aprovada pela Prefeitura é “uma cópia do decreto de João Dória, na Capital” e traz prejuízos aos condutores. Segundo a Prefeitura de Jundiaí ela está exigindo carros com até cinco anos de fabricação e cadastro dos veículos na Divisão de Transportes, com comprovante de idoneidade dos motoristas para evitar que alguém com antecedente criminal ou pendências na Justiça e na Receita esteja transportando pessoas que podem ser vítimas de algum delito.

As empresas são obrigadas a recolher 3% de impostos sobre serviços, como ocorre com comerciantes e demais autônomos, além de recolhimento do INSS como autônomo dos condutores.

Os motoristas

Os motoristas de aplicativos dizem que haverá desemprego com todas essas medidas. Hoje são 2 mil profissionais atuando na região em várias empresas.

Eles contam que não foram consultados pela Prefeitura para a elaboração desse decreto e querem uma reunião com o prefeito Luiz Fernando Machado, para convencê-lo a anular o documento, permitindo a elaboração de um novo com as sugestões da categoria.

Segundo nota enviada pelos motoristas, esse decreto da Prefeitura vai gerar mais desemprego do que benefícios. “O decreto exige que os carros sejam emplacados em Jundiaí, além de uma série de gastos que inviabilizam as atividades. Muitos vão deixar de trabalhar”, diz a nota da categoria.