Alunos reclamam de picadas de carrapatos na ETEC

Vários alunos da ETEC Benedito Storani, no Eloy Chaves, reclamam de terem sido picados por carrapatos na unidade. Eles alegam que nas últimas semanas foram atacados e ficaram com vários hematomas pelo corpo. Os alunos informaram que comunicaram a direção da unidade mas que nenhuma providência foi tomada.

Em nota, a diretora da unidade Fabiana Lourençon Moraes alega que “esta informação não procede, estamos todos sujeitos a levarmos picadas de carrapatos quer estejamos situados em área urbana ou rural, sendo que nesta última as probabilidades aumentam”.

Ainda segundo ela, nenhuma infestação de carrapatos foi identificada pela direção da ETEC nem pelos profissionais relacionados com a área, que ministram aulas (Agrônomos, Veterinários , Engenheiros Agrícolas, Biólogos, etc). ”
A Etec Benedito Storani está situada em uma área rural, possui 276 ha aos pés da Serra do Japi que é uma APA ( Área de Proteção Ambiental) desde 1984, Reserva Biológica do Município e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo desde 1992. Por ser uma APA nos preocupamos com a preservação do meio ambiente e no manejo correto da biodiversidade, temos diversas áreas de reflorestamento, cujo objetivo é promover a preservação ambiental correta à fauna e flora da região além da correta educação ambiental transmitida aos alunos da ETEC. Animais silvestres como capivaras, coatis, gambas, macacos, esquilos, cobras, aranhas entre outros são pertencentes a nossa fauna e buscam abrigo em áreas preservadas, portanto, comuns em nossas áreas”, aponta ela.

A diretora alega ainda que entre os meses de abril e novembro, conhecido como período de seca, é preciso redobrar os cuidados quanto às picadas de carrapatos nesta época do ano “há predomínio das formas de larva e ninfa do carrapato (chamados de micuins e vermelhinhos), que são pequenas e difíceis de serem visualizados no corpo. Por esse motivo, elas tendem a permanecer mais tempo aderidos no corpo das pessoas até que sejam identificados e retirados; lembrando que cada carrapato põe 5 mil ovos em 21 dias.”

Populações expostas a ambientes onde há presença de carrapatos (áreas rurais, matas, cachoeiras, pasto sujo, áreas com presença de animais domésticos ou silvestres, parques, beira de rios e lagoas), são as que apresentam maior risco para se infectarem. Dessa forma, é importante que a população esteja atenta para a vistoria frequente do corpo e retirada de carrapatos o quanto antes.

“Todos os alunos, no primeiro dia de aula são orientados quanto aos riscos de picadas de carrapatos e de animais peçonhentos”, finalizou.

Ao frequentar áreas propícias para a presença de carrapatos (áreas rurais, matas, cachoeiras, pasto sujo, áreas com presença de animais domésticos ou silvestres, parques, beira de rios e lagoas), devem ser tomados alguns cuidados:
– Utilizar repelentes que sejam eficazes na prevenção de picadas por carrapatos;
– Evitar sentar ou deitar em gramados nas atividades de lazer, como caminhadas, piqueniques ou pescarias;
– Examinar o corpo com frequência, tendo em vista que quanto mais rápido os carrapatos forem retirados, menor a chance de infecção;
– Se verificada a presença de carrapatos, retirá-los com leves torções e evitando o esmagamento de seu corpo com as unhas (já que pode haver contato com a bactéria presente no animal dessa maneira);
– Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI’s) nas atividades desenvolvidas em ambientes propícios para a presença de carrapatos (macacões de manga comprida, meias e botas de cor clara).