Motoristas dos fretados fazem acordo com patrões

Os cerca de mil motoristas de ônibus fretados de Jundiaí e região, que ameaçavam entrar em greve, fizeram acordo com os patrões.

Os donos das empresas de ônibus, que realizam fretamento de trabalhadores para as indústrias, pretendiam acabar com o plano de saúde familiar e, fazer outros cortes em benefícios já conquistados, como o Plano Sobre Lucros Líquidos (PLL).

Após as ameaças dos motoristas, e assembleia realizada no Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Jundiaí, as empresas concordaram em manter o plano de saúde por mais algum tempo. Mas elas informam que não é mais possível manter os planos de saúde na atual operadora. Vão procurar outra empresa, devido aos altos índices de reajustes.

Durante a negociação intermediada pelo sindicato, os patrões e trabalhadores concordaram em manter o PLL (mas com redução de R$ 700,00 para R$ 400,00). A proposta das empresas era de acabar com o benefício.


Também foi feito um acordo para pagamento de 1,70% de reajuste salarial (a inflação em maio foi de 1,53% no acumulado).

O diretor do Sindicato dos Motoristas, Paulo Ataíde, explicou que a negociação foi difícil. De um lado o Sindicato lutando para manter os benefícios já conquistados e do outro os patrões tentando reduzir os “custos”. Ele também enalteceu a decisão da maioria em se filiar ao Sindicato e manter a contribuição, porque nessas horas de embate e enfrentamento até na Justiça é o Sindicato que tem poder de lutar pela categoria. “Muitos dos benefícios já conquistados estavam ameaçados”, comentou. “Sem a contribuição o Sindicato fecha e os trabalhadores ficam sem representatividade para lutar por seus direitos”.

Urbanos

Já a situação dos trabalhadores em transportes urbanos está aguardando decisão da Justiça quanto ao Plano de Saúde, uma vez que a operadora Intermédica reajustou em 137%. Paulo disse que os trabalhadores não podem pagar essa conta. Em Jundiaí os urbanos receberam reajuste nos salários de 2,8%, igual a São Paulo. Em Caieiras também saiu acordo com 2% de reajuste.

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