quarta-feira, 22, julho, 2026, 10:58
CIDADES

MP instaura inquérito contra a CPFL

O promotor de Justiça, Fabiano Pavan Severiano, do Ministério Público de Jundiaí, instaurou inquérito para apurar os motivos da demora da CPFL Piratininga em reparar as falhas no fornecimento de energia elétrica para a população da cidade.

A decisão ocorreu nesta terça-feira (26/02), no terceiro dia de problemas nas redes, com quase 50 mil clientes afetados em chuvas fortes na região.

A empresa DAE, de fornecimento de água, emitiu comunicado durante o dia informando que vários bairros da cidade toda poderiam ficar sem abastecimento, porque houve interrupção na energia elétrica destinada ao funcionamento das bombas de captação da Represa da Rodovia Vereador Geraldo Dias. À noite, a CPFL informou que o fornecimento de energia foi restabelecido na Estação de Bombeamento. Durante a madrugada a DAE deverá regularizar o tratamento e alguns bairros ainda ficarão sem água nesta quarta-feira (27/02). Portanto a população deve consumir água com consciência, para os bairros mais altos poderem receber água.

Desespero

Vários leitores do “Jornal da Região” enviaram mensagens durante todo o dia informando que estavam sem energia em suas casas ou estabelecimentos comerciais.

No bairro dos Fernandes um leitor disse que ficou sem poder manter os remédios de alto custo de R$ 7 mil, porque a geladeira estava desligada sem energia.

No bairro da Ponte São João outro leitor comentou que não conseguiu trabalhar o dia todo, ficando mais de 24 horas sem energia, em uma travessa da rua Dino.

Outro morador da rua Américo Salas, travessa da Marginal da Via Anhanguera próximo da avenida Jundiaí, disse que estava sem energia há mais de 26 horas nesta quarta-feira. E já teve problemas na sexta-feira, com a energia voltando apenas no sábado.

No Jardim Itália morador enviou vídeo mostrando que um cabo energizado ficou o dia todo na rua e os próprios moradores queriam cortá-lo, mas havia risco de morte por ser cabo de alta tensão.

O Inquérito

O promotor Fabiano, do Ministério Público, que representa os consumidores na ação, vai pedir esclarecimentos da CPFL com prazo de cinco dias para entrega de respostas. Se não estiver convencido, o inquérito terá continuidade com acompanhamento de danos causados aos consumidores por meio das denúncias de clientes de seguradoras do município. Também haverá investigação para saber das condições de atendimento das ocorrências no município.