Casos com mulheres são agressões, explica delegado
O delegado titular de Várzea Paulista, Marcel Fehr, volta a explicar que não existe série de estupros na cidade, como algumas pessoas compartilharam nas redes sociais, durante o final de semana e, principalmente nesta segunda-feira (11).
O doutor Marcel explica que em situações de crimes sexuais a Polícia busca, em primeiro lugar, preservar a vítima. Mas duas ocorrências envolvendo mulheres ganharam proporções tamanhas, que é necessário fazer esclarecimentos à população.
Caso da Estação
A Polícia Civil está investigando duas ocorrências em que mulheres foram agredidas, mas que não há comprovação de “conjunção carnal”.
A primeira vítima disse à Polícia que foi “bolinada” após sair de um bar e reagiu, sendo agredida com um soco no rosto por homem que queria algo mais com ela, enquanto estava na região da Estação Ferroviária.
Os investigadores apuram o caso e buscam testemunhas. A vítima teria inclusive atirado pedras contra o autor. “Não houve a conjunção carnal. Não houve o estupro consumado”, comentou o delegado. A fase é de busca de provas e interrogatórios.
Assalto e agressão
No último sábado (09) uma mulher foi agredida por dois ladrões em uma imobiliária de Várzea Paulista. A Polícia Militar, por meio de uma resolução da Secretaria de Segurança Pública, não apresentou o boletim de ocorrência na Delegacia da cidade. Portanto a Polícia Civil não tinha registro dos fatos.
A vítima, devido à repercussão do caso nas redes sociais, sendo exposta até por conhecidos, compareceu espontaneamente no distrito policial, para contar como tudo aconteceu. A rede de boatos espalhou que ela tinha sido estuprada por sete homens.
A mulher contou ao delegado que está envergonhada e na verdade foi roubo a estabelecimento comercial. Ela foi agredida durante luta corporal e ao recobrar os sentidos solicitou ajuda à Polícia Militar.
O delegado requisitou a realização de exames no Instituto Médico Legal para encaminhar os laudos à Justiça. A sua equipe de investigadores apura os fatos.
O delegado pede para quem tiver informações que levem aos ladrões que agrediram a vítima, que liguem no telefone (11) 4606-1437, no Setor de Investigações ou no Disque Denúncia, o 181.
“Estamos trabalhando para esclarecer os dois casos de agressões”, comentou o delegado, reafirmando que não existe “onda de estupros”.
Vítima deve ter provas
O falecido diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí, José Roberto Bussamara, enfatizava toda vez que era entrevistado sobre casos de estupros, que tinha dificuldades em produzir provas para a Justiça e os autores acabavam saindo livres. Bussamara dizia que a primeira coisa que a vítima faz após um estupro é correr tomar banho e não guarda provas contra o autor, como o sêmen após a penetração ou a saliva do criminoso para exames do DNA. Até a camisinha utilizada serve como prova ou mordidas deixadas pelo corpo.
Recentemente a Justiça determinou que dois acusados de estupros fossem soltos, justamente por considerar que faltaram provas.


