quarta-feira, 22, julho, 2026, 04:41
GERAL

Após curso do Fundo Social, vida de Clara mudou

Do sítio, no bairro Terra Nova, para diversos estados brasileiros. Assim é a trajetória da empresária Clara Padovan que, em 1996, decidiu semear um novo futuro para a família. De origem simples, a dona de casa, que se dedicada aos cuidados dos filhos pequenos, aproveitou uma oportunidade e fez diferente: matriculou-se em um curso de conservas, oferecido, gratuitamente, pelo Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí (Funss).

“A capacitação foi destinada para as pessoas que moravam em diferentes áreas rurais. Muitas desistiram, não acreditaram ou não se interessaram. Eu não pensei duas vezes e participei, afinal, sempre tivemos plantações em nossa propriedade”, contou.

Mas, engana-se quem pensa que Clara desejava lucrar com os novos conhecimentos. “Sempre gostei de cozinhar para meu marido e meus filhos. Fazia doces para todos os gostos. Mas, a minha ideia foi aprender técnicas de produção e armazenamento destas guloseimas para consumir não apenas de imediato, mas ao longo do ano”. O resultado final, preparado com paciência e cuidado, surgiu do interesse dos vizinhos e das visitas que recebia: “Quem passava por nossa casa e provava algum doce queria comprar. Foi, então, que encontrei uma oportunidade de mercado”.

Hoje, Clara é proprietária de uma conhecida empresa de conservas artesanais, a Clamar. A produção começou na cozinha pequena da residência dela e, hoje, chega em todo o Estado de São Paulo, além de Minas Gerais e Rio de Janeiro. “No início, eram cinco receitas. Agora, são 75, entre conservas, doces em compotas, geleias e patês. Há aquelas criadas por mim, mas, há, ainda, aquelas feitas pelas bisavós”.

A receita desta evolução não tem ingrediente secreto, segundo ela: envolve coragem, aprimoramento, amor e união. “Nossa empresa é totalmente familiar. Meu marido é responsável pelas vendas, minha filha é a técnica responsável em alimentos e um dos meus filhos cuida da administração do negócio. Quando decidimos criar a Clamar, desejamos que fosse algo para ter as crianças por perto, entendendo valores importantes. Do que temos hoje, devo muito à nossa empresa”.

Atualmente, Clara conta com nove funcionários registrados e se sente feliz por contribuir com a geração de emprego na região onde vive. “Consegui ajudar a minha família e, principalmente, pessoas que moram em sítios próximos e estavam sem trabalhar. São pessoas capazes de fazer coisas belíssimas, afinal, costumo dizer que para preparar nossas conservas é preciso ser um artista. Tudo precisa ser perfeito: do sabor e qualidade à apresentação do produto”, disse.

Esta mãe-empresária ainda sonha alto. Depois de criar a própria empresa e dar uma nova estruturar à família, Clara já semeia novos frutos: a exportação. “Já fizemos alguns levantamentos, diagnosticamos os desafios e, em breve, pretendemos expandir os negócios”.

*Fundo Social*
Para ela, o curso gratuito oferecido pelo Fundo Social, à época, foi um divisor de águas. Por isso, conta que sempre recomenda o trabalho da unidade às pessoas que estão em busca do protagonismo social. “É preciso aproveitar as chances apresentadas. Há muito talento escondido e que precisa ser descoberto. O Fundo Social, hoje, disponibiliza diversos cursos gratuitos que podem transformar a vida de muita gente. Aliás, Jundiaí é uma cidade que investe em oportunidades, mas é preciso colocar coragem à frente do primeiro passo. Uma coisa eu posso garantir: vale muito a pena”, concluiu.