Justiça mantém prisão de mãe e padrasto acusados de causar morte de Luíza
A Justiça de Jundiaí manteve a prisão do casal acusado de causar a morte da pequena Luíza Vitória de Oliveira Rocha, de 3 anos.
Em audiência de custódia no Fórum, nesta segunda-feira (26), foi decidida pela prisão até julgamento da mãe da criança, Larissa Cabral de Oliveira, de 21 anos e do padrasto, Fabrício da Silva Souza, de 26 anos, moradores no bairro da Água Doce, em Jundiaí.
Na madrugada de domingo (25) a criança faleceu no Hospital Universitário (H.U.).
A mãe dizia que a menina tinha hepatite. Mas a médica plantonista constatou lesões graves internas e também sinais de maus tratos (como queimaduras, bolhas e marcas de pancadas).
A médica acionou o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, que requisitou a presença da Polícia Militar no hospital.
Não houve abuso sexual, como algumas pessoas chegaram a afirmar, conforme os exames médicos. Mas teve ruptura de órgãos internos – como se a criança tivesse levado um chute no estômago, além das lesões antigas.
O pai da criança não via a filha havia seis meses, após separação. Ele vinha tentando na Justiça obter o direito de ficar com a criança.
Ele disse ao “Jornal da Região” que ficou sabendo pela mãe que a filha tinha sido levada ao Hospital. Ao chegar lá no H.U. viu a menina no necrotério. Ele não se conformava.
Luíza foi enterrada no Cemitério do Montenegro, na região do Jardim do Lago, na manhã desta segunda-feira (26).
O inquérito policial do caso será conduzido pela delegada Renata Yumi Ono, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí. Ela encaminhará todos os dados apurados para a Justiça, que deverá levar o caso para o Tribunal do Júri, presidido pelo juiz Jefferson Barnin Torelli.
Recentemente, em Itupeva, um padrasto foi condenado a 13 anos de cadeia por tentativa de homicídio, ao espancar a enteada de 3 anos. O caso foi levado a Tribunal do Júri.


