Unicamp estuda “invasão” de onças nas ruas do Caxambu

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) vai visitar Jundiaí neste sábado (30) por conta das onças pardas que estão transitando dentro e fora da área do Condomínio Campo Verde, no Caxambu.

Eles se reunirão com moradores para entender o que está ocorrendo com os animais.

A superintendente da Fundação Serra do Japi, Vania Plaza Nunes, e membros de sua equipe receberão a orientadora da faculdade, Eleonore Setz, o mestrando de Biologia Henrique Queralt e outros dois alunos da Unicamp.

Onça parda foi vista dentro de condomínio no dia 23 de novembro

Onça parda foi vista dentro de condomínio no dia 23 de novembro

 

No último dia 23, um animal foi flagrado por câmeras de segurança andando no interior do Campo Verde, fato que assustou muitos moradores. “Um casal jovem de onças pardas já foi captado no local pelas imagens das câmeras. Por isso os pesquisadores querem saber se perto do empreendimento podem viver animais adultos, provavelmente os pais das onças mais novas, ou outros animais em situação de vulnerabilidade pelo uso e ocupação do entorno”, destacou Vania.

“Ali, há uma área de mata que liga dois corredores verdes e, se em alguma propriedade do entorno ocorreu desmatamento, por exemplo, estes felinos silvestres podem estar andando perto do condomínio em busca de alimento, água e abrigo”, explicou. “Todos estão preocupados com o entorno, que é onde existe este corredor de fauna usado pelos animais”, emendou a superintendente.

Vânia continuou dizendo que a visita dos pesquisadores da Unicamp tem três objetivos principais. Um deles é o monitoramento dos animais, para que não haja qualquer risco a eles e aos moradores. “Também estão na pauta da equipe do Departamento de Ecologia Animal da universidade a possibilidade de criação de uma passagem segura para as onças, até porque no local há veículos trafegando, e a formação de uma atitude de educação ambiental”, disse.

“Vamos entender a dinâmica do deslocamento destes felinos silvestres e conversar com os moradores para esclarecer que eles não podem maltratar os animais”, completou Vania.