Comércio de Jundiaí vendeu 4% mais neste Natal

As vendas de Natal no comércio de Jundiaí foram consideradas positivas para maioria dos lojistas ouvidos na pesquisa informal realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL). Também foi constatado aumento nas vendas em até 4% em comparação com o mesmo período em 2018. A projeção era de um crescimento até 5%.

O Natal é a principal data comemorativa do varejo brasileiro. Neste ano, o gasto médio do presente ficou entre R$ 50 a R$ 80, de acordo com de 45% dos lojistas. Para 35%, o valor variou entre R$ 100 até R$ 250. Também foram registradas vendas com valores acima de R$ 400. Uma das constatações do levantamento foram as compras para família que chegaram na ordem de até R$ 2.000 em lojas de departamento.

A abertura do comércio em horário estendido foi um fator favorável para estimular as vendas nesta época, segundo os entrevistados na pesquisa. Roupas, calçados, perfumes e cosméticos, brinquedos, chocolates estão entre os itens mais vendidos. Cestas natalinas, vinhos, acessórios, livros e eletrônicos também tiveram boa procura.

“O resultado positivo nas vendas é reflexo da combinação de fatores indutores do consumo como a liberação de saques das contas do FGTS, o décimo terceiro, a redução dos juros, inflação controlada e a retomada do mercado de trabalho”, avalia Edison Maltoni, presidente da CDL e do Sincomercio.

Ele reforça que a Black Friday influenciou o bom desempenho nas vendas de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. “Apesar da ação ocorrer em novembro, os consumidores aproveitam a data para antecipar compras no período que já fazem parte do consumo previsto para o Natal”, observa.

Para atrair consumidores de toda a Região, a CDL e o Sincomercio promoveram ações durante o mês de dezembro como os passeios gratuitos no Expresso Natalino no Centro e em bairros da cidade com a presença dos personagens infantis da Trupe de Natal e a tradicional Parada Natalina com a participação de mais de 300 pessoas em atrações diversas.

 

Oportunidade

Para Maltoni, os dias pós-Natal devem impulsionar o comércio com as trocas de presentes e venda de roupas, calçados e produtos para o Ano-Novo. “É a chance dos varejistas aproveitarem o momento para gerar novas compras, de conquistar aquele consumidor que foi apenas realizar uma troca de presentes”, orienta.

De acordo com levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais da metade (54%) dos consumidores pretende comprar alguma peça de roupa, sapatos ou acessórios para festejar a chegada de 2020 —número que chega a 59% entre as mulheres.

Os gastos com as compras e celebrações do Réveillon, como viagens, ceia, clubes, saídas a bares ou restaurantes, deverão ser, em média, de R$ 321,57, embora 39% ainda não tenham se decidido sobre quanto vão desembolsar.