Vacina pentavalente está em falta na cidade

Muitos pais enviaram mensagens ao “Jornal da Região” de que não estão conseguindo vacinar os seus filhos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), devido falta da vacina pentavalente. A Prefeitura de Jundiaí informa que o desabastecimento é nacional. O Ministério da Saúde informou na quinta-feira (09) que começou a mandar para os estados um lote. No ano passado, a vacina comprada no exterior foi considerada inadequada nos exames laboratoriais e o fornecedor teve de produzir novo lote. A expectativa é de a distribuição nas Unidades de Jundiaí se normalize em uma semana.

Segundo o Ministério da Saúde serão entregues nos estados 1,7 milhão de doses da vacina pentavalente, que vão encaminhá-las em seguida aos municípios.

De junho a dezembro do ano passado, a oferta foi irregular por causa de problemas com os fornecedores.

A vacina garante proteção contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria Haemophilus influenza tipo B (responsável por infecções no nariz e na garganta).

São Paulos - Regiane Vieira da Silva, 30 anos, no primeiro dia de vacinação de idosos, gestantes e crianças de 3 meses a 5 anos na Unidade Básica de Saúde Alto de Pinheiros, zona oeste  (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Em São Paulo, algumas unidades de saúde tinham disponibilidade da pentavalente e da DTP – Arquivo/Agência Brasil

Segundo o ministério, o Brasil compra a vacina por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), pois não existe laboratório produtor no país.

Em julho de 2019, lotes do laboratório pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foram reprovados no teste de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e em análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em agosto, o Ministério da Saúde solicitou reposição do produto, mas, naquele momento, não havia disponibilidade imediata no mercado mundial.

Em São Paulo, a vacina pentavalente, destinada a bebês a partir de 2 meses de idade, continua em falta em algumas unidades básicas de saúde (UBS), mas é possível encontrá-la em pequenas quantidades em outras. Aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida, a vacina imuniza os bebês contra tais enfermidades. É ainda necessário aplicar o reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Assim como a pentavalente, a vacina DTP, que previne contra difteria, tétano e coqueluche, estava em falta nos postos de São Paulo, mas já é encontrada nas UBS. A vacina é aplicada como reforço aos 4 anos.

A recomendação dos atendentes é ligar todos os dias para as UBS para saber sobre o abastecimento das vacinas.